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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

goodreads, uma rede social para leitores

 as minhas estatísticas literárias desde 2009


Foi a partir do blog Horizonte Artificial (o qual recomendo) que conheci o goodreads, uma rede social desenhada para leitores e amantes da leitura. O conceito é bem simples: cada utilizador concebe uma grande lista com livros que leu, quer ou está a ler, podendo dar a cada um uma classificação e um review. O utilizador pode ainda amigar os outros utilizadores e ver as suas leituras, que poderão vir a enriquecer as dele.

A parte que mais me despertou foi a possibilidade de vermos as nossas estatísticas anuais, tanto a nível de número de livros como de páginas. Tudo isto é acompanhado por um rigor impressionante, podemos até escolher a edição do livro, fazendo com que a nossa lista fique bem bonitinha e com que o número de páginas seja mesmo fidedigno. Para deixar as coisas mais empolgantes, podemos fazer um desafio a nós próprios e colocar uma meta de livros que pretendemos ler num ano. Fiquei-me pelos 5, que estamos quase no fim de 2012, só li 2 (720 página soa melhor) e tenho uma tese para fazer.

O mais assustador de passar a tarde a tentar recordar-me quando li este e aquele livro é facto nada adquirido que o tempo passa tão rápido como uma rajada de vento. Para mim dois mil e nove foi anteontem e dois dias depois já estou quase no fim de dois mil e doze.


Podem ver o meu perfil aqui.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

sobre livrarias


Livraria Ler Devagar - Lx Factory (tirada na apresentação de um livro do Valter Hugo Mãe)

Sou apreciador de uma bela livraria. São exemplos de sítios onde me sinto bem e onde gosto de passar parte do meu tempo a vaguear e a folhear. Gosto de apreciar as suas arquitecturas, formas diferentes de exporem livros. Fui à Ler Devagar pela primeira vez o ano passado para uma apresentação de um livro do Valter Hugo Mãe e fiquei absolutamente rendido (assim como por todo o espaço da Lx factory). É uma livraria que tem a particularidade de estar num edifício que penso ter sido uma fábrica tecidos, tem ainda algumas máquinas, está cheia de cor e tem também uma bicicleta com asas presa ao tecto (how cool?). Todo o espaço é indicado para passar algumas horas de leitura ou convívio, tem até um café no seu interior (e mais no exterior).
Soube da noticia de que esta livraria e a Livraria Lello, no Porto, estavam na lista das vinte mais bonitas do mundo. Fiquei feliz. No meio de tantas noticias pouco glorificantes para Portugal, esta é sem dúvida das melhores. Quanto à livraria Lello, pouco posso dizer. Apenas lá estive uma vez e fez-me lembrar os edifícios mágicos do Harry Potter.

Podem consultar a lista de todas as vinte livrarias aqui e com imagens! Já agora divulgo aqui um site chamado Bookshelf Porn que divulga fotografias das melhores estantes com livros. É fácil perdemo-nos nele.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

any road

If you don't know where you are going, any road will take you there.


Lewis Carrol

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

o filho de mil homens


Por mais que tente, não consigo comprar um livro do Valter Hugo Mãe sem o começar instantaneamente a ler, mesmo estando a meio de outro. É algo que não me assiste.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

aquilo que se perdeu

já diziam os antigos que há duas maneiras de procurar: uma é andar às voltas à procura daquilo que se perdeu, outra é ficar num sitio à espera que aquilo que se perdeu nos encontre

José Luís Peixoto @ À Manhã (Cal) 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

a máquina de fazer espanhois


a máquina de fazer espanhóis é um livro sobre a vida como ela é, é uma aventura e um desastre. é um retrato trágico e cómico de uma idade a que nem todos chegam e a que muitos receiam chegar. é estrondoso e existem muito poucos livros com a sua dimensão, atrevo-me a comprará-lo com Os Maias, embora não tenham temáticas iguais, porque há algo na máquina que me faz apontar directamente para o livro do Eça. são os dois essenciais. 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

a chave da vida e da vida com os outros

sabes os peixes têm uma memória de segundos. aqueles peixes bonitos que vês dentro dos aquários pequenos, sabes têm uma memória de uns segundos, três segundos, assim. é por isso que não ficam loucos dentro daqueles aquários sem espaço, porque a cada três segundos estão como num lugar que nunca viram e podem explorar, devíamos ser assim, a cada três segundo ficávamos impressionados com a mais pequena manifestação de vida, porque a mais ridícula coisa na primeira imagem seria uma explosão fulgurante da percepção de estar vivo. compreendes. a cada três segundos experimentávamos a poderosa sensação de vivermos, sem importância para mais nada, apenas o assombro da constatação. o américo respondeu-me , seria uma pena que não se voltasse a lembrar de mim, senhor silva, não gosto dessa teoria dos peixes, porque assim não se lembraria de mim.

valter hugo mãe @ a maquina de fazer espanhóis

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

As vacas têm história

...foram doze dias e doze noites nuns montes da galiza, com frio, e chuva, e gelo, e lama, e pedras como navalhas, e mato como unhas, e breves intervalos de descanso, e mais combates e investidas, e uivos, e mugidos, a história de uma vaca que se perdeu nos campos com a sua cria de leite, e se viu rodeada de lobos durante doze dias e doze noites, e foi obrigada a defender-se e a defender o filho, uma longuíssima batalha, a agonia de viver no limiar da morte, um círculo de dentes, de goelas abertas, as arremetidas bruscas, as cornadas que não podiam falhar, de ter de lutar por si mesma e por um animalzinho que ainda não se podia valer, e também daqueles momentos em que o vitelo procurava as tetas da mãe, e sugava lentamente, enquanto os lobos se aproximavam, de espinhaço raso e orelhas aguçadas. Subhro respirou fundo e prosseguiu, Ao fim dos doze dias a vaca foi encontrada e salva, mais o vitelo, e foram levados em triunfo para a aldeia, porém o conto não vai acabar aqui, continuou por mais dois dias, ao fim dos quais, porque se tinha tornado brava, porque aprendera a defender-se, porque ninguém podia já dominá-la ou sequer aproximar-se dela, a vaca foi morta, mataram-na, não os lobos que em doze dias vencera, mas os mesmos homens que a haviam salvo, talvez o próprio dono, incapaz de compreender que, tendo aprendido a lutar, aquele pacífico animal não poderia parar nunca mais.

José Saramago @ Viagem do Elefante

sábado, 13 de março de 2010

Caim



A história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele.

José Saramago @ Caim



Depois do Memória de Elefante de António Lobo Antunes, vou finalmente começar a ler o Caim.



quinta-feira, 11 de março de 2010

Sem Título #11

Sentia-me muito indefeso e muito só e sem vontade, agora, de chamar por ninguém porque (sabia-o) há travessias que só se podem efectuar sozinho, sem ajudas, ainda que correndo riscos de ir a pique numa dessas madrugadas de insónia que nos tornam Pedro e Inês em cripta de Alcobaça, jacentes de pedra até ao fim do mundo.

António Lobo Antunes @ Memória de Elefante

sábado, 5 de dezembro de 2009

Vending Machines



Ontem vi uma coisa que nunca pensei que algum dia viria a ver. Estava na estação de caminhos de ferro de Sete-Rios e faltavam uns 10 minutos para chegar o meu comboio.Odeio esperar por isso fui dar uma volta pela estação, que não tem rigorosamente nada para ver, excepto um quiosque e umas vending machines. Aproximei-me e foi então que fiquei surpreendido com o conteúdo de uma delas: Livros!
Custavam entre 5 a 7€, salvo erro, e entre eles lembro-me de títulos como Os cus de Judas (António Lobo Antunes) e Memórias de Minhas Putas Tristes (Gabriel Garcia Marquez). Eram precisamente como as da imagem, talvez com menos livros por cada linha, funcionavam do mesmo modo que as máquinas normais  a que estamos habituados. Ranhura para o dinheiro, números para selecionar o objecto pretendido que cai para a gavetinha no fundo.Mas esta era muito mais brilhante, tinha muito mais luz e muito mais conteúdo, talvez fosse por ser nova, mas eu acredito que vai ficar sempre assim! Cheguei a olhar para o lado e vi um senhor do Circulo de Leitores  a vender o Símbolo Perdido do Dan Brown e a Fúria Divina do José Rodrigues dos Santos, era óbvio que não conseguia competir com a máquina, pelo menos pela minha atenção.
Adorei a metádora, do género Não lhe apetece um chocolate para a viagem? E que tal um livro? É uma óptima ideia, incentivar as pessoas a ler no comboio e a um preço não tão caro. Supondo que uma pessoa que não tenha um grande hábito de leitura compre um deste livros e o leia apenas nos 15 minutos de viagem de comboio (30 minutos porque tem de ir e voltar) vai habituar-se a ler e assim que o acabe vai comprar outro. Vai chegar a uma altura em que o hábito se vai metastizar para momentos de espera, café e a última fase é substituir outras actividades.
Como podem ver o incentivo à leitura é apenas uma questão de marketing!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

"do meu coração.Somos outra vez"

"como se nascesse um dia novo e repentino dentro de mim, dentro dos meus olhos em chamas. Sinto que não é o mundo que existe e que arde perante os meus olhos, mas que são os meus olhos que criam e que incendeiam este mundo diante de si. Um mundo inteiro criado pelas chamas que jorram dos meus olhos."

José Luís Peixoto @ Cemitério de Pianos

Obrigado
FM

sábado, 13 de dezembro de 2008

Desafio

A minha amiga Inês fez-me o seguinte desafio:

  1. Agarrar o livro mais próximo.
  2. Abrir na página 161.
  3. Procurar a 5ª frase completa.
  4. Colocar a frase no blog.
  5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro!!! Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo.
  6. Passar a 5 pessoas
"Henrique, o Negro não estava com eles."
John Lloyd & John Mitchinson @ O livro da Ignorância Geral

Lanço, eu, agora o desafio à minha prima Ana, cujo blog não é actualizado há bastante tempo, ao Fábio, que igualmente não actualiza o seu e ao Gonçalo, que não tem blog, mas se arranja.

Atenciosamente

Francisco Mota

sábado, 8 de dezembro de 2007

Tarantula


Tarantula de Bob Dylan...O verso em formato de prosa...para todos aqueles que gostam do autor, de poesia...ou ainda para aqueles cujo corpo é muito pequeno para o espirito e vivem na hiperactividade...imo