domingo, 7 de novembro de 2010

#594


Um blog que relata a ideia extraordinária de deixar post-its (como o da imagem) pelas ruas de Singapura. Vale a pena visitar.

sábado, 6 de novembro de 2010

Sem Título #22

Até que me preocupa a falta de qualquer coisa que se passe para além do usual, do costume... se calhar é por essa mesma razão que se responde é o costume, porque é algo com que estamos adornados, um trajo. Vestimos uma certa rotina, mesmo que esta não seja constante, mas a verdade é que há sempre tanto que fazer que o resto parece passar-se ao lado. E, desta maneira, nunca se passa nada. É assustador e é verdade. Se o costume me agradasse mais e não fosse simplesmente o costume, mas um costume mais entusiástico, talvez não notasse a falta de outra qualquer coisa. É assustador e é verdade.

Paris, Je t'aime


Uma boa colecção de curtas com Paris como música de fundo.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

o cheiro da chuva II


imagem: daqui

terça-feira, 26 de outubro de 2010

o cheiro da chuva


dizem que a chuva é boa para adormecer, especialmente quando
a solidão faz do tempo muito para dormir
Pessoalmente gosto dela leve brisa molha tolos
e o seu cheiro...só no campo, pois
na cidade pouco há para florir



segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Going Inside


Musica de John Frusciante e video de Vicent Gallo

Sem Título #21

Saber é lembrar-se
Aristóteles, Poética

sábado, 16 de outubro de 2010

Aprender algo todos os dias


Encontrei este site que basicamente mostra uma imagem com um facto curioso todos os dias. A de cima foi do passado dia 6 de Setembro e é algo de surpreendente, só mostra que há música em todo o lado!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sem Título #20

Não sei bem se é ironia ou outra coisa qualquer, mas o facto é que às quatro da tarde as estações de Lisboa já estão cheias de gente à espera do comboio para regressarem a casa...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

As vacas têm história

...foram doze dias e doze noites nuns montes da galiza, com frio, e chuva, e gelo, e lama, e pedras como navalhas, e mato como unhas, e breves intervalos de descanso, e mais combates e investidas, e uivos, e mugidos, a história de uma vaca que se perdeu nos campos com a sua cria de leite, e se viu rodeada de lobos durante doze dias e doze noites, e foi obrigada a defender-se e a defender o filho, uma longuíssima batalha, a agonia de viver no limiar da morte, um círculo de dentes, de goelas abertas, as arremetidas bruscas, as cornadas que não podiam falhar, de ter de lutar por si mesma e por um animalzinho que ainda não se podia valer, e também daqueles momentos em que o vitelo procurava as tetas da mãe, e sugava lentamente, enquanto os lobos se aproximavam, de espinhaço raso e orelhas aguçadas. Subhro respirou fundo e prosseguiu, Ao fim dos doze dias a vaca foi encontrada e salva, mais o vitelo, e foram levados em triunfo para a aldeia, porém o conto não vai acabar aqui, continuou por mais dois dias, ao fim dos quais, porque se tinha tornado brava, porque aprendera a defender-se, porque ninguém podia já dominá-la ou sequer aproximar-se dela, a vaca foi morta, mataram-na, não os lobos que em doze dias vencera, mas os mesmos homens que a haviam salvo, talvez o próprio dono, incapaz de compreender que, tendo aprendido a lutar, aquele pacífico animal não poderia parar nunca mais.

José Saramago @ Viagem do Elefante