terça-feira, 11 de janeiro de 2011

everything is broken


everything is broken, everyone is broken


Sem Título #25

Sou o único a ponderar que, com esta vaga inesperada de mortes de certas espécies de peixes e pássaros, estamos a viver um filme de ficção cientifica? É que primeiro foi nos EUA, mas também já aconteceu na Suécia, Japão e Itália! E não me venham cá com a teoria do fogo de artificio, eu não compro essa.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Fogueira de mentes que mentes de nós


Eu vou queimar tudo o resto
fingir que presto, para te levar
Se eu não ficar, foi o tempo
que não nos disse quando parar

Linda Martini @ Elevador

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2011

Não sou grande fã de passagens de ano. Em primeiro lugar por não entender o motivo de tanta celebração, da grande algazarra e especialmente do bater das panelas. Talvez perceba o motivo, a terra gira em torno do sol e um ano representa mais uma volta. Só não percebo o tanto alarido e o porquê de praticamente toda a gente parecer gostar. Se calhar é porque ser mais um motivo para celebrar, para beber e para ver o fogo de artificio.
Em segundo lugar, embora acredite que é apenas mais um dia, acabo sempre por remoer na história do abrir  e do fechar de mais um ciclo, como aquele nervoso miudinho antes de algo novo e desconhecido. Fico de uma maneira semelhante, mas talvez na sua forma mais nostálgica e melancólica, quando faço anos. O ser humano é assim. Óptimo 2011 e que seja surpreendente.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

No próximo ano espero


Dar unha à corda e corda à composição

mas também é o que digo sempre...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sem Título #24



Sou vegetariano há um ano, orgulhosamente.

a máquina de roubar a metafísica a um homem


Your head will collapse and there's nothing in it and you'll ask yourself: Where is my mind?



a melhor cover que já ouvi dos Pixies por noiserv
a imagem é do Da Vinci

domingo, 26 de dezembro de 2010

Duendes


Não tenho grande paciência para uma grande parte do Natal, principalmente aquela parte consumista. Chega a irritar-me o natal e toda a sua azafama das compras. Não é que não goste de dar e receber presentes, é bom ver a surpresa na cara dos entes queridos e é bom sermos surpreendidos, só que isto já está a chegar para além da surpresa e para além da família, ou da necessidade, ou das crianças, ou dos enfeites, ou das luzes e mesmo das bolas. É isso que digo, bolas e mais bolas, grandes bolas, já nem as bolas são iguais às de antigamente. Lembro-me de ser criança e gostar de ver os locais transformados em Natal. Era maravilhoso, cada ano mais que o anterior. Talvez naquela altura também houvesse consumismo, mas eu não me ralava. Lembro-me de ir aos centros comerciais e haver duendes e renas e coisas que mexiam que se fartavam, cada ano se fartavam mais que o anterior. Era disso que eu gostava, não queria cá sentar-me no colo do falso velhinho que já sabia ser um mito, queria coisas animadas, que mexessem, queria ver os Reis Magos, queria surpreender-me. Gostava especialmente dos duendes. Hoje já não vejo duendes em lado nenhum, nem a tomar conta de jardins, quanto mais no natal. Gostava de ver o sozinho em casa, gostava da parte em que ele entrava na loja enfeitada, cheia de brinquedos a mexer, lembro-me de pensar que para o ano podia ser assim.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Sem Título #23

Migalhas também são pão

domingo, 19 de dezembro de 2010

afectuosamente 1/12/2010


No dia da restauração da independência levei a Memória de Elefante a passear, um passeio que a iria aumentar, torná-la, quem sabe, única, um passei que iria garantir-lhe mais palavras. Fomos, os dois, ver a pessoa que escreveu essas memórias, o António Lobo Antunes.
A sessão de autógrafos era no El Corte Inglés, por volta das 18. Dirigimo-nos para a secção dos livros e já se compunha uma longa fila, com cerca de uma hora de comprimento, mais atraso menos atraso. A fila falava por ela mesma, tinha várias vozes, opiniões e discursos...eu apenas ouvia o que podia. A maioria das conversas centrava-se nos livros do escritor português, na sua vida e só depois a outros escritores e livros. Lembro-me de ter ouvido Agora que Saramago morreu as pessoas já se lembram do António Lobo Antunes. Não sei se um sentimento de revolta ou a constatação de um facto, mas a verdade é que estas palavras soaram mais alto, como quando dizemos algo embaraçoso e toda a gente se cala súbita e propositadamente.
Mais à frente, já o Lobo uivava tinta nas primeiras páginas de cada livro, ouvi É daquela cabeça que vêm todos os pensamentos e todas as palavras que preenchem todos os livros, é incrível olhar para uma pessoa e pensar que tudo saiu dali, toda aquela imaginação! E eu que nunca suspeitaria de tal coisa, vejo os escritores como mensageiros, como a pessoa que segura a caneta e deixa que as palavras se escrevam, que as personagens nasçam e vivam, como a pessoa que cita os pensamentos mais confusos...Sempre pensei que um livro se deixa escrever, como a nossa vida se deixa viver. Deve ter sido por isso que não me senti emocionado ao ver o António Lobo Antunes escrever em algo meu e também seu, mas agora, depois da digestão, abrir as páginas do nosso livro e ver que as palavras se escreveram para mim é algo de especial.
Na minha vez não houve grande conversa, ele não comentou que o meu nome era semelhante ao de um familiar ou amigo nem me convidou para almoçar e mostrar algumas coisas que tinha escrito (como com o individuo que estava à minha frente). Permaneci calado, apenas lhe disse o meu nome para que a caneta o pudesse escrever, agradeci e apertei-lhe a mão nervoso, mesmo sabendo que não me iria desiludir com um aperto de mão solto, afinal de contas é preciso apertar bem a caneta para esta escrever coisas tão belas.