terça-feira, 12 de abril de 2011

you let the day drift away


when the time comes, you're no longer there
fall down to my knees, begin my nightmare
words spill from my drunken mouth, i just can't keep them all in
i keep up with racing rats and do my best to win
Editors @ racing rats

Aladino do Chiado

O que é ternura? Ternura foi um rapaz hoje na Rua Augusta, tocava um instrumento que tinha a forma de uma carapaça de tartaruga e parecia o aladino. Não sei se era um instrumento de percussão, o rapaz manejava-o como se fosse um batuque mas de forma terna, e era assim que as pequenas notas saiam. Tons ternos que iluminavam quem tivesse de olhos fechados e que atraíam o olhar daqueles que preferem a realidade. O rapaz fazia lembrar o aladino, estava sentado no chão onde um raio de sol se esgueirava por entre os prédios e lhe servia de foco. Tinha médias madeixas lisas e alouradas e um ar nostálgico, acenava com a cabeça quando alguém lhe pagava a musica, no meio da actuação veio um seu amigo que lhe colocou uma coroa de flores na cabeça, coroa essa que poderia ter estado sempre lá, coroa essa que o enternecia ainda mais e que condizia com a musica que tocava. Era uma musica simples, quase como pingas de água a cair num lago de forma ritmada e subitamente mais acelerada. Era simples mas profunda, era uma brisa e uma tempestade e a verdade é que não consegui arredar pé, era algo que lhe era natural e era natural também para os meus ouvidos, dava-me paz e fazia-me reflectir sobre tudo com nada...isso sim, é ternura.



domingo, 10 de abril de 2011

Alebrijes


Estes tradicionais bonecos mexicanos nasceram com um artista chamado Pedro Linares. Diz-se que era esquizofrénico e que bebia demasiado. Durante uma das suas crises alucinava estes pequenos monstrinhos que posteriormente esculpia para que fossem os seus amigos.




imagens: daqui e daqui

quinta-feira, 7 de abril de 2011

árvores e aranhas


Como consequência de uma cheia, as árvores de Sith, província do Paquistão, foram envoltas em longas teias feitas por aranhas que tentaram escapar à água. Nunca se tinha visto algo assim naquela zona pelo que o resultado foi, não só a sobrevivência dos milhares de aracnídeos, também o desaparecimento dos mosquitos da malária. Para nós, uma foto óptima com um aspecto pouco real e que não foi fruto dos efeitos da ficção científica.

fonte: Publico  

segunda-feira, 4 de abril de 2011

partir para ficar



E se inventássemos o mar de volta, e se inventássemos partir, para regressar? Partir e aí nessa viagem, ressuscitar da morte às arrecuas que me deste. Partir para ganhar, partir de acordar, abrir os olhos, numa ânsia colectiva de tudo fecundar, terra, mar, mãe...Lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto, lembrar nota a nota o canto das sereias...Lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição, partir aqui com a ciência toda do passado, partir, aqui, para ficar...

Linda Martini @ Partir para Ficar

imagem: daqui

A beleza do erro


Sempre gostei de ouvir pessoas a falar das suas interessantes experiências de vida. 
Em seio formal mas como uma conversa de amigos se passou a conferência A beleza do erro, na qual os convidados eram convidados a falar da importância do erro nas suas profissões ou ocupações. E assim foi, uma troca de experiências extraordinária, viagens, actuações, culinária, design e arquitectura. Todos com uma ou várias boas histórias, de uma maneira mais cómica, séria ou artistica...A que mais me impressionou foi, no entanto, a de um artista plástico que enviou as suas fotos sobre o tema e não apareceu para as apresentar.
Tudo parecia estar erradamente ao pormenor: o interessante pormenor de a folha de apresentação estar acompanhada de uma lupa por ter sido impressa com letras demasiado pequenas. Esta foi ainda primeira conferência em que os atrasos eram vistos de uma forma natural e com algum agrado. Existe um ponto forte com o erro que é o facto de aprendermos com ele. Mas para além disso, por vezes, acontecem coisas que nunca poderiam ser vistas se certos acasos não sucedessem ou se herrar não fosse umano.

sábado, 26 de março de 2011

mysteries of number pi

penso mas não existo

penso mas não existo

Há algum tempo que ando a reunir umas fotos que tenho andado a tirar. Agora que tenho uma máquina analógica e antiga, este monstrinho ganhou outra dimensão ou sentimento e decidi criar um flickr. Estas fotografias reúnem vários temas, sentimentos, fantasmas e erros e foi por isso que as seleccionei da quantidade industrial de visões que tinha.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Effigy



Fake conversations on a nonexisting telephone, like the words of a man who's spend a little too much time alone...

imagem: daqui

quinta-feira, 17 de março de 2011

uma casa


I've been cheating gravity and waiting on the falls

Existem várias alturas em que tudo o que é necessário é uma "casa". Sem qualquer dúvida que esta banda tem esse simbolismo para mim. Ainda não tinha tido grande paciência para ouvir as músicas novas e há bastante que não ouço as antigas. Do nada aparece-me esta no facebook no momento indicado, soube-me exactamente como dantes e ainda bem. 

quarta-feira, 16 de março de 2011

Ideas are bulletproof


do filme V for Vendetta