quinta-feira, 1 de novembro de 2012

a islândia e o meu gosto pelo frio

a islândia é dita com um dos melhores países para viajar sozinho e eu estou mesmo a precisar de uma daquelas jornadas espirituais, daquelas para fazer a ponte entre o acabar e o começar de um novo ciclo, se é que isso existe.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

o amor separar-nos-á


o rio é tejo é azul. o teu nome escrito é azul. o teu lábio no meu é azul. E o que sangrou caiu ao chão. e o nosso amor morreu no chão, mas o lugar fica azul

domingo, 28 de outubro de 2012

Memória eidética, número nove

Dali Atomicus, 1948, por Philippe Halsman

sábado, 27 de outubro de 2012

bon iver no campo pequeno

26/10/2012

foi uma bonita mistura de cores, sons e emoções. sobretudo sons.

e já agora, bon iver vem de bon hiver, que é como quem diz bom inverno em francês.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Não me importava de morrer se houvesse guitarras no céu, de Tiago Pereira

Não bastava o título por si representar uma verdade absoluta, que se pode alargar a outros instrumentos, este é um documentário que mostra bem a importância da cultura popular e o orgulho que se deve ter por ela. E como o próprio realizador Tiago Pereira diz, a chamarrita é o rock n'roll da música popular, pelo ritmo, pela alegria e pelo que representa para as pessoas que a dançam. Depois deste filme, não me restaram quaisquer dúvidas.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

o que têm em comum os fleet foxes e o grupo de folclore terra de arões

No sábado fui a um evento organizado pela música portuguesa a gostar dela própria no largo camões, onde este grupo de folclore mostrou a sua tradição (e mostrou-a bem!). Assim que os ouvi, ouvi também uma outra música, a sun giant dos fleet foxes. As semelhanças estão aí, bem audíveis. É, o folk(lore) tem destas coisas.






domingo, 21 de outubro de 2012

Memória eidética, número oito


Bob Dylan e John Lennon, Nova York, 1964

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

as influências e o Chico Buarque de Hollanda

Nunca fui muito dado à música brasileira. Quando era pequeno ouvia-se aquelas coisas mais pop e eu era um fiel amante do roque. Hoje o que ouço é um pouco mais diversificado, talvez até por causa da maneira como a música evoluiu, e reparo que têm influencias para os lados do folque, da musica mais erudita e até do bossa-nova, mas ainda dentro de um certo padrão do que ainda se pode apelidar de roque, ou pop roque, vá de indie qualquer-coisa, nunca fui muito bom com este tipo de rótulos. Tudo isto para dizer que comecei a investigar essas influências e acabei por descobrir o Chico Buarque de Hollanda, vol. 3, um bom disco em português com sotaque. 


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

o outono já está velho para vir

O outono já está velho para vir. já não vem, ou demora. já não vem a mudança, as folhas a cair, a nudez e o ligeiro arrepio à frente do espelho. Lembro-me de ser pequeno e as folhas caírem, ficavam ainda no chão algum tempo, ficavam estaladiças primeiro e só depois molhadas, assim já não faziam sons. estavam como que afogadas: estendidas e moles. mas ainda demorava até ficarem assim, primeiro ficavam estaladiças e eram boas de pisar. Agora já não há mudança, nem a nudez e nem o arrepio ao espelho, tomamos banho vestidos e mal nos olhamos. Já não há outono, ou demora, mas já não é a mesma mudança. eu preciso da mudança, as minhas cordas precisam da mudança. estão gastas e moles, estão velhas para vir.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Being John Malkovich, de Spike Jonze


Charlie Kaufman escreveu, Spike Jonze realizou, e o resultado foi um filme tão bom como não existem muitos. Joga com as mais profundas obsessões pessoais de cada um, levando-as a um extremo e acrescentando alguma surrealidade, que fazem todo o filme ser o que é. Todo o conceito de identidade que acompanha o filme está muito bem explorado, a cada personagem, a cada detalhe da história. Só tenho pena de não o ter visto mais cedo, mais um!