quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

os topes de dois mil e doze

Não há nada como começar um ano realçando as melhores coisas do que passou. Dois mil e doze, fora o óbvio, foi um ano agradável e produtivo. É isso que se quer. À semelhança com o que aconteceu no mês passado por tudo o que era sítio da internet ligado à cultura, vou deixar aqui os seis primeiros discos que me vieram à cabeça no momento de pensar em quais destacar.
É de notar três coisas: ainda existem muitos discos por ouvir, muitos deles só vou descobrindo meses depois e, assim, tarde de mais para integrarem a lista, é possível até que me esteja a esquecer de algum; não existe qualquer tipo de hierarquia nos nomes que se seguem; e optei por listar os discos porque consigo manter a música relativamente actualizada, já no cinema e na literatura... Bem, aqui fica:
  • Fear Fun, Father John Misty
  • Shields, Grizzly Bear
  • Pop é o contrário de pop, Os Quais
  • Os Sobreviventes, B Fachada, Minta e João Correia
  • Roque Popular, Diabo na Cruz
  • Odissipo, O Cão da Morte

Bom 2013.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Memória eidética, número dezassete

A bola de ano novo de Time Square, Nova York, 1978

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Guerra Civil, de Pedro Caldas

Dizer que não há bom cinema em portugal é não conhecer o que por cá se faz. 

Admito, à priori, não ser grande conhecedor do nosso cinema. Conheço algumas coisas que me despertaram a atenção, algumas das quais já aqui foram partilhadas, a maioria no campo das curtas metragens e dos documentários, e agrada-me também a descoberta. 

Há alguns dias estava a dar este filme na RTP2 (que passa muitos filmes portugueses), vi-o do inicio ao fim, e tem tudo para ser óptimo: um rapaz solitário que vive apenas no seu mundo, uma rapariga que lhe mostra alegria, música dos joy divison, uma geração adulta frustrada na idade e uma palete de cores a roçar o antigo. Tudo semelhante ao que se vê lá fora e que normalmente atrai, nem que seja os seguidores do cinema indie. Não digo que se devam seguir receitas, nem tão pouco que Pedro Caldas as seguiu. A história é boa e sólida, e a forma escolhida para desenrolar a acção e mostrar as personagens, sublime. O que quero dizer é que se este filme viesse de fora toda a gente falava ou já tinha, pelo menos, ouvido falar dele.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

o fim, de B Fachada



é assim, o fim.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

tenho tido sonhos de voar | farto de voar, d'os sobreviventes de b fachada

Farto de voar, pouso as palavras no chão. Entro no mar, sinto o sal de mão em mão. Tenho um barco na vida espetado, só suspenso por fios de um lado e do outro a cair, no arpão.
Levo a dormir, sonhos que andei para trás. Ergo o porvir, trago nos bolsos a paz. Tenho um corpo na morte espetado, só suspenso por balas de um lado, e do outro a escapar de raspão.

Sérgio Godinho, in Farto de Voar

B Fachada, Minta e João Correia  - Farto de Voar

domingo, 23 de dezembro de 2012

Memória eidética, número dezasseis

Crianças a incendiar árvores de natal, Roterdão, 1964, por Winfried Walta

sábado, 22 de dezembro de 2012

o apocalipse das ideias

Existem forças capazes de mover homens. Capazes de penetrar na sua pele, seguir pelos vasos sanguíneos e ficar alojadas nos tecidos moles. Existem forças que se replicam na existência do homem, como um vírus. Existem ainda forças que corroem e destroem toda a sua metafísica. As ideias são todas essas forças. As ideias instalam-se e corroem, são metásteses mentais. A religião é uma dessas ideias, a crise, de uma certa forma, também. E todos os supostos apocalipses.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Cadernos da Tese: o tempo que passou

O tempo passa que nem uma rajada de vento, é o primeiro inimigo de quem está a fazer uma tese. Metade do semestre que tenho para fazer esta dissertação é passado. Os conjuntos de palavras, ideias e concepções começam a ganhar uma forma mais real, tanto no papel como na cabeça. É assim que funciona esta máquina, sempre foi, primeiro conceber concretamente tudo na cabeça e só depois passar para acção à frente ao teclado, já com algum vento nervoso no estômago, e no ponteiro do relógio. Os próximos três meses esperam-se atribulados. É como se diz, na natureza não existem linhas rectas.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

sobre o dinheiro

Mas a família Leo Vast resistiu confortavelmente às mudanças. Era como se as mudanças políticas afectassem a base da sociedade, mas nunca chegassem aos andares mais altos. O dinheiro é democrático, se necessário, e ditatorial, se necessário. É a matéria flexível por excelência. Obedece às leis que ele próprio impõe: eis o dinheiro.

Gonçalo M. Tavares, in Um Homem: Klaus Klump

Será necessário acrescentar mais alguma coisa?

domingo, 16 de dezembro de 2012

Memória eidética, número quinze



Andy Warhol and Candy Darling, Nova York, 1969, por Cecil Beaton