segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

senhor hegarty

estar a ler valter hugo mãe e existir uma personagem chamada senhor hegarty, o homem com a voz dos anjos.


Anthony and The Johnsons - Hope There's Someone

confere.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Memória eidética, número dezanove

Brigitte Bardot e Pablo Picasso, Vallauris, 1956, por Jerome Brierre

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

a mais bela descrição de um coveiro

eu descobri muito cedo, o homem mais triste do mundo recolhia os mortos, juntava-os um a um nos braços, dava-lhes terra e silêncio para comerem, até que parecessem a terra e o silêncio e os pudéssemos voltar a ter entre nós, como os que ficavam segurando e rodeando as flores do jardim só capazes de sussurrar na aragem mais leve. mortos de terra entre nós, para entre nós preservarem uma ligação com as nossas almas, eram como um perfume débil percebido apenas pelas gentes mais sensíveis.

valter hugo mãe, in o nosso reino.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Estou triste, Caetano Veloso

















Estou triste, tão triste
E o lugar mais frio do rio
é o meu quarto
Caetano Veloso - Estou triste

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Between Bears, de Eran Hilleli




Eran Hilleli é um cineasta israelita que se tem destacado, sobretudo, no campo da animação. Com este Between Bears ganhou o prémio de Melhor Animação na primeira edição do Vimeo Film Festival. Prémio à parte, esta é, sem qualquer dúvida, uma curta de animação que tem de ser vista. Vejam aqui.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Memória eidética, número dezoito

Gaiteiro Francisco dos Santos "O Estriguinha", Torres Vedras, 1971, por Michel Giacometti

sábado, 5 de janeiro de 2013

The Hobbit: an unexpected journey, de Peter Jackson


Já não faz o meu género de filme, mas saí da sala de cinema bastante agradado. Parece que o Peter Jackson é um daqueles realizadores que se deve acompanhar. 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

os topes de dois mil e doze

Não há nada como começar um ano realçando as melhores coisas do que passou. Dois mil e doze, fora o óbvio, foi um ano agradável e produtivo. É isso que se quer. À semelhança com o que aconteceu no mês passado por tudo o que era sítio da internet ligado à cultura, vou deixar aqui os seis primeiros discos que me vieram à cabeça no momento de pensar em quais destacar.
É de notar três coisas: ainda existem muitos discos por ouvir, muitos deles só vou descobrindo meses depois e, assim, tarde de mais para integrarem a lista, é possível até que me esteja a esquecer de algum; não existe qualquer tipo de hierarquia nos nomes que se seguem; e optei por listar os discos porque consigo manter a música relativamente actualizada, já no cinema e na literatura... Bem, aqui fica:
  • Fear Fun, Father John Misty
  • Shields, Grizzly Bear
  • Pop é o contrário de pop, Os Quais
  • Os Sobreviventes, B Fachada, Minta e João Correia
  • Roque Popular, Diabo na Cruz
  • Odissipo, O Cão da Morte

Bom 2013.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Memória eidética, número dezassete

A bola de ano novo de Time Square, Nova York, 1978

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Guerra Civil, de Pedro Caldas

Dizer que não há bom cinema em portugal é não conhecer o que por cá se faz. 

Admito, à priori, não ser grande conhecedor do nosso cinema. Conheço algumas coisas que me despertaram a atenção, algumas das quais já aqui foram partilhadas, a maioria no campo das curtas metragens e dos documentários, e agrada-me também a descoberta. 

Há alguns dias estava a dar este filme na RTP2 (que passa muitos filmes portugueses), vi-o do inicio ao fim, e tem tudo para ser óptimo: um rapaz solitário que vive apenas no seu mundo, uma rapariga que lhe mostra alegria, música dos joy divison, uma geração adulta frustrada na idade e uma palete de cores a roçar o antigo. Tudo semelhante ao que se vê lá fora e que normalmente atrai, nem que seja os seguidores do cinema indie. Não digo que se devam seguir receitas, nem tão pouco que Pedro Caldas as seguiu. A história é boa e sólida, e a forma escolhida para desenrolar a acção e mostrar as personagens, sublime. O que quero dizer é que se este filme viesse de fora toda a gente falava ou já tinha, pelo menos, ouvido falar dele.