quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

as primeiras impressões da metamorfose

comecei a ler a metamorfose de Kafka, não vou muito adiantado, mas foram logo os primeiros pensamentos que me prenderam. não sei o que é mais normal, um tipo acordar transformado num insecto gigante, ou o facto de ter acordado assim e conseguir rastejar mentalmente sobre as preocupações de estar atrasado para o emprego. e não digo isto como uma critica negativa, gostei.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

sobre olhos de mongol

sempre que ouço este disco, ouço-o incansavelmente por dias e dias. tem-me acompanhado ultimamente e faz-me recordar das primeiras vezes que o ouvi. foi com ele que conheci os linda martini, já um pouco tarde, conquistaram-me de imediato. pela sonoridade zangada e melancólica, pela lírica sem merdas. é um disco com todas as fases da dor. foram ouvidos de mongol.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Memória eidética, número vinte e dois


Mário Cesariny, 1970, por Eduardo Tomé

sábado, 2 de fevereiro de 2013

um poema para ter cesariny como bengala

É preciso dizer rosa em vez de dizer ideia
é preciso dizer azul em vez de dizer pantera
é preciso dizer febre em vez de dizer inocência
é preciso dizer o mundo em vez de dizer um homem

É preciso dizer candelabro em vez de dizer arcano
é preciso dizer Para Sempre em vez de dizer Agora
é preciso dizer O Dia em vez de dizer Um Ano
é preciso dizer Maria em vez de dizer aurora

Mário Cesariny, in exercício espiritual

nem quero saber do que escrevo, escrever é para mim um exercício espiritual. não é como a matemática, que é um exercício da razão. não me interessa ter razão, interessa-me ter as minhas palavras. tê-las é mais que não as ter.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sem Título #39

Franz lembrava-se bem das lições que aprendera dos documentários sobre o mundo animal, no qual afinal pertencia. Haviam animais que migravam. a determinada altura do ano, sempre a mesma, seguiam até um mesmo sítio e também pela mesma rota. passado algum tempo regressavam. E haviam animais que seguiam juntos, não paravam, apenas seguiam. aquele a ficar para trás era um animal perdido. estar perdido, para cada um daqueles animais que seguiam, era estar morto, não existir mais. um animal perdido era, portanto, um animal não existente. Franz via que também o mundo racional era assim, ainda que racional devesse remeter para um pensamento próprio.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

please destroy me, please destroy me, please destroy me

Watch the stream run by you. Watch the indian chief, wrapped in blue corn leaves, drift by you. Watch it take root in the sun's pond and rise the fire. Oh, no more being matchwood. Only rising higher. I wanna see you be the one whose first light harbors in the new day. And see you settle into yourself and never be afraid. Now i take everything as a good sign, because i'm in love. I take everything as a sign, from god. And now i give myself to you alone, no more nights hang above me.

Please destroy me, please destroy me, please destroy me, yeah.

Devendra Banhart - First song for B

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

partes de filmes, número um


Existem partes de filmes perfeitas e este filme consegue ter uma enorme quantidade delas.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Memória eidética, número vinte e um

Terreiro do Paço, 1955, por Henri Cartier-Bresson

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Sem Título #38


mundo estranho quando sorrir sozinho na rua é considerado estranho