domingo, 3 de março de 2013

Memória eidética, número vinte e seis

Ceremonial Dance, Bali, 1956, por Ernst Haas

sábado, 2 de março de 2013

o metro de moscovo

O metro de moscovo nasceu em 1935, na era estalinista, e o seu maior mote era o da glorificação do regime soviético, que pretendia transmitir, com esta obra, brilhantismo e uma crença num futuro radiante. Por isso mesmo este metro tinha a imagem de um sol subterrâneo ou de paraíso debaixo do chão.

Acreditavam que isto era uma estação de metro? 



fonte: obvious

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

o passos e o coelho

Sou todo a favor de ideias estupidamente criativas para manifestações, incluído as das facturas, mas usar um coelho morto (note-se com pêlo ainda) é de um extremo mau gosto e reflecte bem a forma a sociedade olha para os animais. Estando neste ponto, mais longe está ainda a abolição das touradas.

E concordo com o senhor primeiro-ministro quando diz que é preciso mais que a indignação para combater a crise. Grande parte que falta cabe-lhe a ele e à sua equipa (de gangsters).

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

The Valley, de Tiago Sousa




Vinda dos sons primaveris que falei no outro dia. Todo o Western Lands é um disco a ser ouvido e descoberto.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Memória eidética, número vinte e cinco

José Afonso numa manifestação da Amnistia Internacional, Londres, 1979

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Cadernos da Tese: a tranquilidade primaveril de Tiago Sousa a acompanhar a minha ansiedade

Faltar pouco mais de uma mês para a derradeira entrega da tese e ainda ter dados essenciais a receber deixa-me ansioso. Há uns meses atrás falava em ritmo, de querer chegar ao ponto de adormecer pensando nela e acordar já pronto a concretizar, desejo que era acompanhado pelas canções frenéticas do filho da mãe. Estando já nessa fase, em que só quero pensar no trabalho, em que a ansiedade domina, a música que me acompanha cheira mais à tranquilidade da primavera que virá, e essa tranquilidade é musicada pelo The Western Lands de Tiago Sousa, um senhor que tem discos lindos (e gratuitos) para a malta ouvir.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

o horizonte


fazer do mar horizonte
e do horizonte destino


Ionian Sea, Santa Cesarea, Itália, 1990, por Hiroshi Sugimoto

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

sobre relvas no iscte

Convidar Miguel Relvas para falar numa conferência no iscte, ou noutra faculdade, não é convidá-lo para entrar na toca do lobo? E ver um membro do governo a ser vaiado, impedido de falar e sair do edifício, ao ponto de este ter de sair escoltado, não é um mau presságio?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

o ponto claro lá atrás

O certo era que o mais afastado no tempo tinha mais vida. Havia também mais bondade na vida, e mais vida propriamente dita. As duas coisas fundiam-se. «Como os sofrimentos não param de aumentar, a vida torna-se cada vez pior», pensava ele. Há um ponto claro lá atrás, no passado, no princípio da vida, mas depois tudo fica cada vez mais negro e rápido. «É inversamente proporcional ao quadrado das distâncias da morte», pensava Ivan Iliitch. E a imagem da pedra que caía a uma velocidade crescente calou-lhe fundo na alma.

Lev Tolstoy, in A morte de Ivan Iliitch

Os livros também não se medem pelo número de páginas. Este, embora pequeno, é grande.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Memória eidética, número vinte e quatro

Lev Tolstoy a trabalhar, 1908