sexta-feira, 17 de maio de 2013

o sentido da vida por miguel gonçalves mendes


Confesso que acho que a maioria das conversas sobre o sentido da vida são balelas. Kafka dizia que o significado desta é que ela findava, concordo com ele e penso que isso remeta imediatamente para a subjectividade do tema. O filme de Miguel Gonçalves Mendes (de José e Pilar) poderá ir para além desta simples discussão, não sei, promete ter uma narrativa interessante, mas que levará também ao facto de cada individuo ter o seu próprio significado. Mais interessante é a forma do co-financiamento, em que deixa qualquer pessoa participar, em vez de apenas apoiar.

Já podem ser vistas algumas partes, ou esboços de como elas vão ficar, vejam a passagem do valter hugo mãe. Acalma e faz pensar em nós próprios e na simplicidade da vida. Pelo menos foi o que me aconteceu. 


quinta-feira, 16 de maio de 2013

sobre a utopia da maioria do voto em branco

Ainda nem vou na centésima página do Ensaio sobre a Lucidez, ler dois saramagos seguidos não é coisa leve, mas já vou pondo em paralelo o que está a acontecer no livro com o que se passa na realidade em portugal. Pensar numa maioria votante em branco cá é, sem qualquer sombra de dúvidas, utópico, até numa maioria de esquerda é. 
É um exercicio engraçado pensar nesta possibilidade e no que sucederia, talvez não chegasse a um cenário tão extremo como o do romance, mas a verdade é que em portugal, pelo que pesquisei, os votos em branco não contam, e se houvesse uma maioria dos votos em branco ganharia o candidato com o maior número de votos expressos. É justo? Não creio. E se, utopicamente ao quadrado, 90% dos votos fossem em branco, e o candidato com maior número de votos tivesse apenas 5%? Ganharia à mesma? E qual o sabor desta vitória?

terça-feira, 14 de maio de 2013

a tropicália de jp simões

e com um vídeo todo catita.


domingo, 12 de maio de 2013

Memória eidética, número trinte e seis

Andy Warhol e Salvador Dalí, Nova York, 1964, por David McCabe

quinta-feira, 9 de maio de 2013

é assim que deve ser a luta contra as barragens

Era assim que deviam ser as manifestações contra a barragem do tua cá em portugal. Tiravam-se os índios e punham-se as velhinhas, tirava-se os dialecto indígena e punha-se o mirandês, tiravam-se as lanças e as flechas e traziam-se os instrumentos da terra ou os parafusos soltos e ferrugentos da linhas do tua. Assim é que devia ser, uma união e uma festa bonita.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

esse silêncio que é só teu


Da mesma forma que a tua voz é só tua
o teu silêncio será sempre o teu silêncio
E num filme mudo de lisboa
os dead combo são sempre pano de fundo


dead combo - esse olhar que é só teu

domingo, 5 de maio de 2013

sexta-feira, 3 de maio de 2013

sobre o homem duplicado

Acabei de ler O Homem Duplicado. Gostei, é um bom livro, acabei-o ontem de manhã e logo fiz uma pequena pesquisa sobre o mesmo. Costumo fazer este tipo de pesquisas para conhecer outras interpretações sobre os livros que li ou verificar se são as mesmas que eu próprio concebi. Descobri que Denis Villeneuve está a adaptar esta obra de Saramago ao cinema, realizador canadiano conhecido por outros filmes como Incendies e Polythechnique. Espero que seja uma boa adaptação, mas penso que a história, pelo sua natureza tumultuosa e também pelo seu simbolismo, tem potencial para dar uma boa obra cinematográfica.


quinta-feira, 2 de maio de 2013

o sarcasmo como arma de poder politico ou o caso de hitler para nobel da paz

Reza a história que Hitler fora uma vez nomeado para receber o prémio nobel da paz, Adolf Hitler precisamente, o líder nazi, para que não restem dúvidas de que estamos a falar da mesmíssima pessoa e não vá haver um outro conhecido Adolf Hitler na história da humanidade. Hitler foi de facto nomeado por um voto em 1939, ano em que começou a segunda grande guerra, mas o espantoso nesta pequena história não está no nomeado, mas sim no nomeador, um tal de Brandt, membro do parlamento sueco. Ao que parece este Brandt era um vigoroso antifascista e pretendia que esta nomeação fosse um género de comentário sarcástico, uma provocação à política que o rodeava.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Cadernos da tese: revisões, ritmo e gazelas

Um mês depois de ter entregue a tese chegaram as revisões a fazer. Um mês depois, um mês que serviu para descansar e sobretudo para perder o frenético movimento dos dedos no teclado e a conta do compasso que me ritmava o trabalho. A ansiedade que aumentava com a chegada do dia da entrega  está agora convertida em pouca vontade de passar o tempo em frente a um ecrã de computador e a dactilografar mais palavras, frases e parágrafos. Os olhos pesam e é a audição que os ajuda a suportar, e bem vale este poderoso ep homónimo e de estreia das gazelas. Tem o meu selo de qualidade.