terça-feira, 4 de junho de 2013

Cadernos da Tese: o futuro começa nas palavras do Sérgio Godinho

um dia depois de apresentar a tese veio-me à memória uma frase batida e a realidade é que...

hoje é o primeiro dia do resto da minha vida

domingo, 2 de junho de 2013

Memória eidética, número trinta e nove

Senhoras elegantes com trotinetas a motor, Porto, 1918, na capa da revista Ilustração Portugueza

sexta-feira, 31 de maio de 2013

um diálogo interessante

Posso fazer-lhe também uma pergunta, Ora essa, senhor presidente, à vontade, Votou em branco, Anda a fazer um inquérito, Não, é só uma curiosidade, mas se não quiser não responda. O homem hesitou um segundo, depois, sério, respondeu, Sim senhor, votei em branco, que eu saiba não é proibido, Proibido não é, mas veja o resultado. O homem parecia ter-se esquecido do amigo imaginário, Senhor presidente, eu, pessoalmente não tenho nada contra si, sou até capaz de reconhecer que tem feito um bom trabalho na câmara municipal, mas a culpa disso a que está a chamar resultado não é minha, votei como me apeteceu, dentro da lei, agora vocês que se amanhem, se acham que a batata escalda, soprem-lhe, Não se altere, eu só pretendi avisá-lo. Ainda estou para saber de quê, Mesmo querendo não saberia explicar, Então tenho aqui a perder o meu tempo, Desculpe-me, tem o seu amigo à espera, Não tenho nenhum amigo à espera, só queria ir-me embora, Então agradeço que tenha ficado um pouco mais, Senhor presidente, Diga, diga, não faça cerimónia, Se algo sou capaz de entender do que se passa na cabeça de um homem, o que o senhor tem aí é um remorso de consciência, Remorso pelo que não fiz, Há quem afirme que esse é o pior de todos, o remorso de termos permitido que se fizesse, (...)

José Saramago, em Ensaio sobre a Lucidez

quinta-feira, 30 de maio de 2013

mais uma vez thom yorke pelo ambiente


Só chamou à atenção porque os tipos do Menos um carro traduziram old farts para velhos do restelo. Toda a minha esperança depositou-se num Thom Yorke que lê e cita Camões. Afinal não, mas música que faz e o activismo ambiental chegam para o respeitar. 

De qualquer forma, é de visitar o site da petição da Greenpeace, e se for o caso, assiná-la.

terça-feira, 28 de maio de 2013

assim é difícil óbidos não ser uma vila literária


Parece que é uma Ler-Devagar e foi erguida numa antiga igreja.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

palavras sobre portugal vindas de fora da europa

Mais uma vez Paul Krugman comenta a actualidade portuguesa no seu blog no site do new york times, contanto também, num segundo post, as suas memórias passadas no nosso país. É curioso ouvir, na semana passada penso, comentários positivos às politicas económicas portuguesas vindos da europa e, fora dela, ouvir-se o contrário. Penso que é de ter em consideração este economista, nem que seja por ele ser nobel da economia e por ter passado pelo banco de portugal no período pós-revolução. Destaco ainda esta passagem por ser colectiva, ao invés de apenas direccionada ao nosso país.

I sometimes encounter Europeans who think my harsh criticism of the troika and its policies means that I’m anti-European. On the contrary: the European project, the construction of peace, democracy, and prosperity through union, is one of the best things that ever happened to humanity. And that’s why the misguided policies that are tearing Europe apart are such a tragedy.

Paul Krugman, in Portugal memories (trivial and personal)

domingo, 26 de maio de 2013

Memória eidética, número trinta e oito


Joan Baez e Bob Dylan numa marcha pelos direitos civis,  Washington, 1963, por Rowland Scherman

quinta-feira, 23 de maio de 2013

o que se passa em portugal e lá fora

Enquanto cá em portugal se fala de um miúdo que resolveu estampar um logótipo numas camisolas e vendê-las, lá fora um um outro miúdo de 17 anos construiu uma máquina de PCR através de electrodomésticos velhos e uma rapariga de 18 desenvolveu um dispositivo que permite carregar um telemóvel em cerca de 20 segundos. E agora?

quarta-feira, 22 de maio de 2013

um poema para encarar a vida como poesia


Com as lágrimas do tempo
E a cal do meu dia
Eu fiz o cimento
Da minha poesia.

Vinicius de Moraes, em Rio de Janeiro

segunda-feira, 20 de maio de 2013

sobre a relatividade

Se tudo é relativo a um ponto comum talvez todos tenhamos razão, pensou Franz para si. Se tal é verdade para as leis da matemática e da física, discutir, argumentar, ou o que quer que seja, passa também a ser relativo, é como se diz: são pontos de vista. Como estar frio, ou estar calor, ou o tempo demorar a passar quando se espera e viajar à velocidade da luz nos momentos melhores, que se diz que duram para sempre. Esta duração é também relativa! E ser justo? Ser bom, mau, ser assim-assim. Caramba, exclamou já em som. Era a primeira vez que se sentia tranquilo por ser um simples trabalhador fabril. Franz havia encontrado o seu referencial.