quinta-feira, 4 de julho de 2013

diz que vai mas volta

Será que a birra do Portas servia apenas para subir umas escadas? E estará a ambição pela pasta da economia relacionada as palavras do Gomes Ferreira neste vídeo? Apenas especulando e somando, mas nós é que devíamos apresentar a carta de demissão a esta novela mexicana toda.


 imagem do grande esgar acelerado

quarta-feira, 3 de julho de 2013

um poema que me deixe sossegado

Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que quero ser e o que os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim ...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.

Álvaro de Campos, em Começo a conhecer-me. Não existo.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

miniatura normativa

sobre o meu desassossego eu vou mantendo o tom

linda martini, em ratos 

domingo, 30 de junho de 2013

Memória eidética, número quarenta e três

Bert Stern, Nova York, 1979, por Micheal Somoroff

sábado, 29 de junho de 2013

pequenos contornos de linda martini

Haverá melhor que ouvir pequenos contornos do novo disco dos linda martini em primeira mão? Fica aqui o link para o vídeo bonito.


sexta-feira, 28 de junho de 2013

da bicicleta de david byrne, parte três

A questão é que, durante o século vinte, o automóvel foi subsidiado a uma escala gigantesca. As estradas todas bem pavimentadas que vão até às terrinhas mais pequeninas e às regiões obscuras dos Estados Unidos não foram construídas nem são mantidas pela GM e a Ford - nem sequer pela Mobil e a Esso. Essas empresas colheram benefícios enormes graças a esse sistema. Deixou-se que as linhas ferroviárias para as cidadezinhas definhassem e morressem e, para a maior das mercadorias o transporte por camião tornou-se a forma mais barata, e por vezes única, de fazer deslocar os produtos de um lado para o outro.

David Byrne, em Diários da Bicicleta
Quase parece uma descrição do que aconteceu por cá, dos largos km de autoestrada que se construíram e das linhas ferroviárias que se continuam a abandonar (claro que falo mais uma vez da linha do tua, mas existem outras centenárias pelo país), e também do nosso adorado lobby do betão. Curiosamente, neste livro, encontrei mais parecenças entre portugal e as cidades dos estados unidos do que propriamente com cidades europeias.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

a equação dos cada vez mais símbolos


Há umas semanas ouvi na tsf um professor de sociologia ou antropologia da FCSH a falar sobre os símbolos das manifestações, que são agora mais efémeros e que se vão substituindo uns aos outros na nossa memória, por serem muitos e que, de certa forma, se iam tornando mais banais. O senhor apontava ainda a grande e fácil divulgação de informação que temos hoje como a principal causa para haver uma memória colectiva cheia de símbolos, que adquirimos para referenciar aquilo que é importante e que tem um certo valor sentimental. Símbolos como os cravos de abril e como a rapariga do vestido vermelho a ser pulverizada de gás pimenta na turquia. A verdade é que hoje existem bastantes sim, e que a rápida proliferação das noticias na internet é bastante importante para que sejamos cada vez mais cidadãos do mundo, e que nos vamos esquecendo de alguns. Assim de repente, lembro-me das manifestações do egipto, da tunísia, sem qualquer símbolo concreto na minha memória, do senhor que se suicidou na grécia, e mais recentemente da jornalista agredida pelos polícias no brasil e da manifestação mais pacifica de todas, a de ler livros em silêncio da turquia. Mas então e a rapidez com que hoje se vive, também não fará parte da equação dos cada vez mais símbolos? Não interessa, venham eles, que fazem falta.

terça-feira, 25 de junho de 2013

a criação não tem limites: jinglejam


Fazer música através de samples de antigos anúncios, o resultado pode ser ouvido aqui.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

um cacilheiro em veneza

Não sei quanto a vocês mas, para mim, um cacilheiro nas águas de veneza com uns tipos em cima a tocar Paredes é obra d'arte.

domingo, 23 de junho de 2013

Memória eidética, número quanrenta e dois


Mick Jagger, William S. Burroughs e Andy Warhol, 1980, Nova York, por Marcia Resnick