sexta-feira, 19 de julho de 2013

sobre o boom das editoras e dos media da internet

Cresci a querer ser músico, não pelas garagens do monte abraão, mas pelas casas da zona, vá duas casas, uma pequena loja que queria ser uma escola de música e duas actuações num anfiteatro dos bombeiros de queluz. Pelas mesmas ruas surgiu a florcaveira, uma das primeiras editoras independentes portuguesas, nasceu e cresceu numa igreja baptista de um qualquer prédio da zona. Mais que a função evidente da editora, está a função do companheirismo entre músicos que, infelizmente, nunca encontrei na maioria dos poucos com quem me cruzei na altura, nem mesmo na escola de música, embora tenha sido lá que encontrei o meu primeiro companheiro musical. E é esse mesmo companheirismo que noto haver na maioria das editoras ou "grupos de bandas", que funcionam mesmo como uma família. Talvez seja essa mesma a razão pela qual está a haver um grande boom destes grupos, que tocam juntos nas bandas uns dos outros, arranjam concertos, fazem discos e claro, são uma melhor alternativa face às grandes editoras. E curiosamente também noto um outro boom, o de uma imprensa alternativa aos media tradicionais, especialmente na área da música, que acabam também por apoiar estes novos artistas. E ambos se espalham por portugal, tornando-o um país mais rico e mais próximo. Sem apoios chegou o faça-você-mesmo. Só pode ser um óptimo sinal.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

as ferramentas de jardinagem dos la la la ressonance



mais um bom nome para a música instrumental portuguesa, desta vez com uma certa pitada de jazz, vinda do disco Outdoor.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

o que importa é o destino da loucura que nos toma

Não tem mais que fazer neste sítio, o que fez nada é, dentro do jazigo está uma velha tresloucada que não pode ser deixada à solta, está também, por ela guardado, o corpo apodrecido de um fazedor de versos que deixou a sua parte de loucura no mundo, é essa a grande diferença entre os poetas e os doidos, o destino da loucura que os tomou.

José Saramago, em O Ano da Morte de Ricardo Reis

domingo, 14 de julho de 2013

Memória eidética, número quarenta e cinco


The Dwarf, New Jersey, 1958, por Bruce Davidson

sexta-feira, 12 de julho de 2013

os retratos na era das novas tecnologias são assim



Cá ainda não é uma maioria, talvez para lá caminhe. Mais podem ser vistas aqui.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

sobre indelicadezas

Mas quem é que queria fazer parte do governo numa altura destas? Eu não, muito menos obrigado. Mas não aceitar uma proposta daquelas, especialmente vinda de um senhor que finalmente coube na posição que ocupa (leia-se ganhou cojones), é cousa indelicada, como ser mal educado para um tio que vemos uma vez a cada três anos e nos faz ficar mal vistos no seio familiar, mas pior, que o seio familiar neste caso são os portugueses e há eleições em 2014.

terça-feira, 9 de julho de 2013

miniatura normativa, parte dois

de olhos na falésia espera pelo vento, ele dá-te a direcção

Foge Foge Bandido, em Ninguém é quem queria ser

domingo, 7 de julho de 2013

Memória eidética, número quarenta e quatro


Truman Capote, Nova York, 1948, por Irving Penn