sexta-feira, 16 de agosto de 2013

predefinição

seguimos e somos levados a seguir, caímos, levantamo-nos, agora coxeamos, mas seguimos. talvez nem seja seguir, seja permanecer, mas ainda assim seguimos, e somos levados a seguir.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

sobre o museu berardo, para me lembrar do porto

Depois de ler esta notícia comecei a pensar no museu berardo no ccb. Não conheço nenhum outro museu em lisboa que se compare ao museu berardo em termos de arte contemporânea, talvez existam, não fui, de longe, a todos os museus lisboetas. No museu berardo visitei exposições óptimas, lembro-me agora de uma magnifica dos gémeos (autores do famoso grafiti da fontes pereira de melo) e outra sobre os filmes e gravações de Andy Warhol. Pondo as coisas de uma forma mais simples, são umas quantas exposições temporárias por ano e outras duas, penso, permanentes, que fazem parte da colecção do empresário e coleccionador, já para não falar do facto de serem todas gratuitas. Haver um grande pólo de arte contemporânea sempre gratuita em lisboa é um enorme privilegio, é dizer não há esforço em cultivarem-se. Para além do que belém é um local óptimo para se passar uma tarde, tem outras coisas boas para ver, o próprio ccb é um espaço bem agradável, cultural e sempre com coisas a acontecer. Só me recordo de um museu capaz de ser melhor, serralves, aqueles jardins acentuam a diferença. ponto. Só estive uma vez em serralves e realmente, só de pensar, sou incapaz de adjectivar, caramba tenho de voltar. Neste aspecto acho que o porto ganha. Volto a repetir, tenho de revisitar o porto, e de uma forma mais continua.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

miniatura normativa, parte cinco

SEM SORRIR, COM AR SÉRIO, A MENINA KIM disse que estava bom tempo porque se aproximava o aniversário do grande líder.

José Luís Peixoto, em Dentro do Segredo

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

a coisa preta do cão da morte


O Cão da Morte - Coisa Preta

tinha falado do Cão da Morte e continuo a não entender como não se fala mais dele. Tem quase uma mão cheia de discos/eps e todos com canções bem bonitas e meias para-o-melancólico. Esta é a que abre o Odissipo, que nem é o mais recente.

domingo, 11 de agosto de 2013

Memória eidética, número quarenta e nove


Salvador e Gala Dalí, 1942, por Philippe Halsman

sábado, 10 de agosto de 2013

miniatura normativa, parte quatro

o pessimismo é uma teoria bem consoladora para os que sofrem, porque desindividualiza o sofrimento, alarga-o até o tornar uma lei universal, a lei própria da vida. (...) Quem se queixaria de ser coxo se toda a humanidade coxeasse?

Eça de Queirós, em A cidade e as serras

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

o dia em que conheci urbano tavares rodrigues

não pessoalmente, mas através de uma entrevista no ípsilon. Não conhecia Urbano Tavares Rodrigues de cara, apenas de nome, os nomes feitos de três palavras soam sempre familiares, mas foi precisamente o seu rosto que me levou a ler aquela entrevista. Era um rosto já enrugado, transparente, e dotado de uma gentileza aberta, como se o próprio dono daquele rosto fosse incapaz de não o ser, mas também de uma certa vulnerabilidade no olhar. Li a entrevista e a vulnerabilidade foi desaparecendo, ficou a transparência, identifiquei-me. Talvez me identifique sempre com algo diferente ao que estou habituado, afinal Urbano Tavares Rodrigues era um senhor de quase noventa anos que falava abertamente de erotismo e com algumas ideologias que me agradaram, ambas muito pouco comuns nas pessoas mais velhas com quem convivo e muitas delas com metade da idade do escritor. Enfim, é por me identificar que sigo e leio ou ouço ou vejo, é um ciclo, e vou com certeza continuar a ler o senhor dotado de uma gentiliza aberta.


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

o poema mais curto e mais completo


Humor


Amor, de Oswald de Andrade

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

sobre as salas de cinema fechadas

Olho para os cinemas fechados como olho para os prédios devolutos a cair em lisboa, que deviam ser reabilitados, tanto para habitação como para outros usos, veja-se como se reergueu a lx factory. E os cinemas fechados pouca reabilitação precisam, são salas prontas a ser usadas, algumas históricas, como o cinema Londres. Não há ninguém que pegue nas salas? Para uma coisa diferente, especialmente quando o cinema maistream está cada vez mais sedento de dinheiro com as suas dimensões acrescidas, algo que divulgue o cinema nacional, do género de o cinema português a gostar dele próprio. Alguém?