segunda-feira, 16 de setembro de 2013

os vampire weekend com uma canção dos radiohead

Talvez nunca tenha dado a devida atenção aos vampire weekend. Conheço algumas canções que ficam logo a tocar na cabeça, mas mesmo assim essas canções nunca me levaram a querer ouvir mais. Até nos blogues que sigo e que costumam falar de música que também ouço já os vi, e mesmo assim nunca lhes peguei, até que, ontem, ouvi esta cover da exit music (for a film). Talvez seja desta.


domingo, 15 de setembro de 2013

Memória eidética, número cinquenta e quatro


Cabeça do Cristo Redentor quando estava a ser construído, 1930, Rio de Janeiro 

sábado, 14 de setembro de 2013

coisas que fazem de um homem um homem

Um filósofo qualquer, já não me lembro qual, disse que um homem só é verdadeiramente um homem depois de escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho, não necessariamente por esta ordem. Já o Camus dizia que, até aos 30, um homem tem de se conhecer como a palma da mão, saber o número exacto dos seus defeitos e qualidades, até onde é capaz de ir e até, vejam bem, saber onde vai falhar.

Tenho de plantar uma árvore.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

sobre a evolução das armas

E ao ouvir os sonhos de Tuahir, com os ruídos da guerra por trás, ele vai pensando: «não inventaram ainda uma pólvora suave, maneirosa, capaz de explodir os homens sem lhes matar. Uma pólvora que, em avessos serviços, gerasse mais vida. E do homem explodido nascessem os infinitos homens que lhes estão por dentro».

Mia Couto, em Terra Sonâmbula 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

perspectivas

Vemos um homem a discursar, entusiasta, esbraceja, tem um blazer tweed e uma gravata de cor morta. Parece-nos alguém que sabe do que fala, que gosta do que fala, talvez um professor, não o conseguimos ouvir. Se conseguíssemos ver mais da plateia e não houvesse ninguém, se o homem entusiasta a discursar estivesse só, a discursar para ninguém, que pensaríamos agora dele? Talvez praticasse. E se estivesse a discursar, entusiasta, ainda com o blazer tweed e gravata de cor morta, para uma jaula de macacos, daqueles macacos pequenos que fazem disparates? Mesmo se estivesse a discursar, entusiasta, bracejando, para macacos, sobre as mais complicadas teorias da física quântica? A maioria das pessoas é ignorante no que toca a física quântica, como os macacos daqueles pequenos que fazem disparates.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

das simples palavras

A mulher está a ler o jornal, as mãos tremem. Há uma qualquer notícia que a perturba. Não vemos o que é, só vemos a força com que ele amarrota o jornal, e depois o modo como o endireita outra vez e se dirige ao quarto. Pega na almofada, abre a fronha e põe lá dentro o jornal.
Alisa a almofada e coloca-a no sítio em que estava antes, como se nada fosse. Sai do quarto.
Fez aquilo como alguém que quer provocar pesadelos noutra pessoa. Quem dorme naquela cama, e que notícia assustou tanto aquela mulher?

Gonçalo M. Tavares, em Short Movies

domingo, 8 de setembro de 2013

Memória eidética, número cinquenta e três


Salazar numa fotografia que servia de modelo para busto, 1941, por Mário Novais

sábado, 7 de setembro de 2013

desumanizar

Tenho o hábito de humanizar as coisas e os animais. Talvez o contrário surtisse melhor efeito, desumanizar as pessoas, para as tornar melhores aos meus olhos.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

o funeral de portugal


Não sei quem escolheu o coveiro, mas o enterro foi em guimarães, teve direito a viúva e tudo, pobre coitada, agora sobra-lhe o mundo para viver. Este B não falha uma, estava mesmo para acabar.