quinta-feira, 26 de setembro de 2013

uma pequena e ingénua convicção

Todas as lagoas do mundo dependem de sermos ao menos dois. Para que um veja e o outro ouça. Sem um diálogo não há beleza e não há lagoa. A esperança na humanidade, talvez por ingénua convicção, está na crença de que o individuo a quem se pede que ouça o faça por confiança. É o que todos almejamos. Que acreditem em nós. Dizermos algo que se toma como verdadeiro porque o dizemos simplesmente.

Valter Hugo Mãe, em A Desumanização

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

sobre a história de encomendar filmes a woody allen

Gosto bastante do Woddy Allen e da maioria dos seus filmes que vi, mas acho que é um grande erro uma cidade financiar um filme dele para se promover. Fala-se de lisboa e do rio de janeiro. Em primeiro lugar, existem realizadores de ambos as nacionalidades que já mostraram obras de qualidade. Seria também investir e divulgar o cinema nacional. Em segundo lugar, quem melhor para filmar determinada cidade que alguém que a conheça bem e/ou que seja residente? Por último, acho que impor uma cenário para um filme, especialmente para um Allen, não é criativamente natural. Vejam-se os seus dois últimos, ambos fora de nova york, um deles criado de raiz com paris como fundo, outro, encomendado para ser feito em roma. Fui apenas eu a achar o to rome with love oco?

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

sobre a privacidade na nova era

Tendo nascido na transição da mentalidade "analógica" para a digital, estou habituado a este choque de mundividências. Em especial quanto à "privacidade", conceito que muita gente considera antiquado, fora de moda, tenebroso até. Estamos no século da transparência, e o senhor Zuckerberg, guru com mais de mil milhões de devotos, defende que a sociedade ideal é aquela em que todos sabemos tudo sobre todos. Eu sou daqueles que acham isso uma boa definição de totalitarismo.
(...)
A ideologia transparente suspeita de qualquer ocultação, e a privacidade depende de uma ocultação. Por isso o "segredo", gravissimo ou banal, deve ser desvendado e divulgado. Estamos em territótio orwelliano: tudo é público, tudo tem interesse público, e a vergonha, o embaraço, o pudor ou a reserva são hábitos obsoletos, dos quais todos devem abdicar. Neste novíssimo Big Brother, ser constantemente observado é aceitável e benéfico, enquanto ser ignorado é uma tragédia.

Pedro Mexia, na sua crónica na Atual, do espresso

É isso, ainda que ache que o melhor termo não seja transparência, mas sim, esta acaba no que é privado. 


domingo, 22 de setembro de 2013

Memória eidética, número cinquenta e cinco


Beatriz Costa, Lisboa, nos anos 30, por Mário Novais

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

a sexta da bina

Sempre que me disserem que a bicicleta não é um modo de transporte eficaz eu mostro esta foto. Copenhaga, pleno inverno.

Snow Chatting - Cycling in Winter in Copenhagen

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

sobre a descrença

Pertenço a uma geração que herdou uma descrença na igreja. Se não foi isso, então é porque nunca me identifiquei, saliente-se, com a igreja católica. Por isso ouvir um papa dizer que a igreja é antiquada é uma muito boa nova. Como se diz nos casos das dependências, o primeiro passo é admitir. 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

em resposta aos dizeres


Eu cá acho mais difícil encontrar um sítio onde cair vivo.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

os vampire weekend com uma canção dos radiohead

Talvez nunca tenha dado a devida atenção aos vampire weekend. Conheço algumas canções que ficam logo a tocar na cabeça, mas mesmo assim essas canções nunca me levaram a querer ouvir mais. Até nos blogues que sigo e que costumam falar de música que também ouço já os vi, e mesmo assim nunca lhes peguei, até que, ontem, ouvi esta cover da exit music (for a film). Talvez seja desta.


domingo, 15 de setembro de 2013

Memória eidética, número cinquenta e quatro


Cabeça do Cristo Redentor quando estava a ser construído, 1930, Rio de Janeiro 

sábado, 14 de setembro de 2013

coisas que fazem de um homem um homem

Um filósofo qualquer, já não me lembro qual, disse que um homem só é verdadeiramente um homem depois de escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho, não necessariamente por esta ordem. Já o Camus dizia que, até aos 30, um homem tem de se conhecer como a palma da mão, saber o número exacto dos seus defeitos e qualidades, até onde é capaz de ir e até, vejam bem, saber onde vai falhar.

Tenho de plantar uma árvore.