quinta-feira, 17 de outubro de 2013

miniatura normativa, parte seis

Não há mal em ser foleiro, se já o foi o mundo inteiro.

Éme, em fetra

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

sobre as histórias

Enquanto a água se pode guardar em garrafas, as histórias não podem ser engarrafadas sem que se estraguem rapidamente. Têm de andar ao ar livre como os animais selvagens. Temos de as soltar para que possam correr todas nuas.

Afonso Cruz, em O Pintor Debaixo do Lava-loiças

terça-feira, 15 de outubro de 2013

do álbum fotográfico do devendra


tirado do chumblr do devendra banhart.

domingo, 13 de outubro de 2013

Memória eidética, número cinquenta e sete


Ezra Pound, Veneza, 1971, por Henri Cartier-Bresson

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

como as armas, as mulheres

O Nandos diz que é uma fusca sacana, adora surpresas. Cabe em qualquer gabardine e quando encurralada não se cala até deixarem passar. Esta cabra só pode ter sido criada à nossa imagem e semelhança. Está sempre a criar danos colaterais e não se importa se não acertarmos em cheio, desde que leve muitos consigo. Mais uma fã dos múltiplos.

Ricardo Adolfo, em Maria dos Canos Serrados

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

updike, quase sobre o que escrevi ontem


tirado deste maravilhoso blogue.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

aquela ideia romântica de falhar para depois renascer

Já disse que não sou do tipo religioso. A morte assusta-me. O óbvio seria acreditar numa certa transcendência que, religiões à parte, é capaz de devolver uma certa tranquilidade, como um seguro. Mas o que me assusta é sermos desligados num clique e ser como se nunca tivéssemos existido. Como se nada tivesse importado, reduzirmo-nos a simples matéria. Parece-me demasiado injusto. Ainda nem descortinei nada. Acabei de sair da faculdade, mal tive a oportunidade de falhar. Sempre tive aquela ideia romântica de falhar para depois renascer.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

a islândia, a crença e portugal

Ontem ouvi Valter Hugo Mãe falar sobre islândia, de como grande parte dos islandeses acreditam na existência de pequenos homens que habitam as rochas, a quem fazem oferendas, de como aqueles que não acreditam não fazem juízos e de como existem estradas que se desviam propositadamente dessas rochas, que fazem parte da numeração das casas. Se depois da casa um estiver uma rocha, a próxima casa será a casa três. A rocha é a casa dois. Acho isto de uma beleza extrema, faz-me acreditar. Cá é exactamente o contrário. Nem nas pessoas há crença, nem na natureza há crença e nem património há crença. Não há qualquer problema em passar-lhes por cima. Que tristeza extrema.

domingo, 6 de outubro de 2013

Memória eidética, número cinquenta e seis


O primeiro Ronald McDonald protagonizado pelo actor Willard Scott, 1963, Washington D.C.