sábado, 2 de novembro de 2013

a história da freira que fugiu da congregação para ser video jockey



I think five percent of all songs can be love songs, and another five percent can be miscellaneous or political, but the rest should just be about medieval feminists.

Devendra Banhart

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

a ira dos pássaros

«vigiam-nos lá de cima, esperam pela oportunidade, nós desprevenidos», talvez se fale de caca, ou de guerra.


foto por Sergio Larrain, Londres, 1959

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

sobre david hakkens, o criador do phoneblocks

No inicio de setembro, quando foi lançando o vídeo e se começou a ser falar do phoneblocks, fui ter à página pessoal do criador, um rapaz holandês chamado Dave Hakkens. O Dave é designer industrial e gosta de fazer vídeos e máquinas, o seu mote é "tentar fazer o mundo melhor criando coisas". Com apenas 25 anos já tem uma data de invenções, desde um moinho de vento que, a partir de grãos, faz óleo, até uma máquina caseira de reciclagem de plástico, passando por um bloco de anotações reutilizável diy, para poupar no papel dos post-its. São todos projectos que tentam simplificar o quotidiano e/ou evitar e aproveitar o desperdício. É exactamente essa a premissa do phoneblocks, evitar todo o lixo gerado pelo aparelhos electrónicos, que são cada vez mais rapidamente substituídos (muitas vezes devido às modas e à fome das empresas, mas isso já é outra conversa). A ideia é genial, isso já todos sabemos, mas, e mais importante, foi a forma como Hakkens se manteve fiel à sua ideia e princípios: das empresas com quem falou escolheu aquela que entendeu ser a melhor parceira, a motorola, mas não tem nenhum vínculo com ela, nem é financiado por ela, tudo será decidido por ele e por uma comunidade feita por qualquer pessoa que queira participar e dar ideias para o projecto. E também será tudo em código aberto (acho que é este o termo correcto), ou seja quem quiser desenvolver e produzir módulos, poderá fazê-lo.

São tipos como este que são capazes de mudar o mundo, por o colocarem em primeiro lugar que o lucro.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

sobre o novo dos arcade fire

Se o objectivo era pôr a malta a dançar, conseguiram. Mas todo aquele sentimento que caracteriza os arcade fire continua, basta fechar os olhos e sentir a coisa, o tronco mexe por predefinição. Depois de uma primeira parte enérgica e mais efusiva, há espaço para uma segunda mais tranquila e introspectiva. Nada há a temer da participação do James Murphy, são os arcade fire de sempre com um modernismo sonoro. Está aqui mais um valente disco.


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

after hours

A canção que Lou Reed  achou ser demasiado pura e inocente para ser ele próprio a cantar.

The Velvet Undergroung - After Hours

domingo, 27 de outubro de 2013

Memória eidética, número cinquenta e nove


Girl holding kitten, Londres, 1960, por Bruce Davidson

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

simplificações

«Essas coisas do yin e yang, preto no branco, dualidades, são todas simplificações. Não existem na vida como a conhecemos.» 

A Man Feeding Swans in the Snow, por Marcin Ryczek

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

de volta à melancolia com noiserv

que sabe especialmente bem nestes dias de chuva forte do lado de fora da janela. É quase como se a vida também tivesse sido gravada em stop-motion. Lembro-me bem de ver um vídeo da bullets on parade na fábrica do braço de prata, canção que por si só é bastante forte, era a primeira vez que o estava a ver, e reparar que fazia tudo aquilo sozinho, com todos os instrumentos, o pormenor da máquina fotográfica, dos brinquedos. Passei o dia a ver vídeos dele pelas ruas da internet. Comprei o primeiro disco num concerto no jardim da estrela, vinha todo a preto e branco e com um lápis de várias cores para quem se quisesse aventurar a colorir. Pouco tempo depois saiu o segundo ep, e até hoje seguiram-se mais concertos. Tive pena de não ter conseguido ir ao de estreia do novo disco, almost visible orchestra, mas é óptimo ouvir as canções novas e continuar a seguir este fantástico mundo do noirserv.

O disco está para audição gratuíta no bandcamp e estas fotos foram roubadas do troca de filme, visitem-no!


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

os nossos antepassados foram os que ficaram

- No outro dia - disse Sors -, um homem sentou-se ao meu lado no café. Disse que os portugueses não são descendentes dos que partiram nas caravelas para descobrir novos mundos, mas sim dos que ficaram cá. Muita gente sente-se assim, apesar das comemorações que vemos pelas ruas.


Afonso Cruz, em O Pintor Debaixo do Lava-louças

terça-feira, 22 de outubro de 2013

rigidez

Amanhã serei mais completo, mais rígido comigo. Ou então depois.

foto por Andrew Lyman