domingo, 8 de dezembro de 2013

Memória eidética, número setenta e cinco


Edith Piaf e Théo Sarapo, por Hugues Vassal, 1957

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

a canção da sexta-feira

Somos
A vez dos zonzos
Talvez enquanto
Quisermos ser
Daqui pra já
Eu e você
Daqui pra lá
Não vai sobrar
Nada pra ser
Mas quem se importa? É sexta-feira, amor! Sexta-feira!
Cícero - Ponto Cego

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

dos dias singulares

Existem dias bons e existem dias maus, dias da inutilidade, outros em que nem se tira o pijama. Existem dias iguais, dias que fogem à rotina, outros a roçar aborrecimento e existem dias em que um completo desconhecido te aborda na rua, pergunta-te se és o Francisco e te diz que é teu primo. Truestory bro.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

é isto

O bernardo cantava ao tempo para cantar, eu escrevo ao tempo para ler: sobra-me tempo para ler. Mas também não poupo a voz.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

silêncio

«Fica o silêncio depois da música e depois do sermão, que importa que se louve o sermão e aplauda a música, talvez só o silêncio exista verdadeiramente.» Ainda que sejam silêncios completamente diferentes, mas, até vou mais longe, talvez seja o silêncio o que de mais próximo existe de uma verdade absoluta.

(Saramago, em Memorial do Convento)

domingo, 1 de dezembro de 2013

Memória eidética, número setenta e quatro


Fernando Pessoa com António Botto, Raul Leal e Augusto Ferreira Gomes no Martinho da Arcada, Lisboa, 1928

sábado, 30 de novembro de 2013

um poema para celebrar pessoa

Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.

Que nojo de mim fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica
E eu sou um mar de sargaço –

Um mar onde bóiam lentos
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem.

Fernando Pessoa, em Tudo o que faço ou medito

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

a verdade é uma coisa qualquer

(...) mas acredito na necessidade do erro. (...) Tendes razão, disse o padre, mas desse modo, não está homem livre de julgar abraçar a verdade e achar-se cingido com o erro, Como livre também não está de supor abraçar o erro e encontrar-se cingido com a verdade, respondeu o músico, e logo disse o padre, Lembrai-vos de que quando Pilatos perguntou a Jesus o que era a verdade, nem ele esperou pela resposta, nem o Salvador lha deu. Talvez soubessem ambos que que não existe resposta para tal pergunta,

Saramago, em Memorial do Convento

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

a ilha fantasma

«Existem sítios abandonados de gente e existem sitios abandonadas de alma.»

Ilha Hashima, Japão

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

cantar o que me impede de dormir

Bom, não sou o gajo mais feliz do mundo mas estou dentro da média. A nossa música tem tanto de humor, de luz e de boa disposição como de escuridão. Mas gosto de aprofundar o lado mais doloroso, é verdade. Porque canto o que não me deixa dormir, mesmo que seja apenas porque quero descobrir de que se trata.

Matt Berninger, em entrevista ao i. 
Nem sou muito dos national, mas gostei de ler isto. Talvez seja uma boa terapia. Tudo o que me distraia é.

domingo, 24 de novembro de 2013

Memória eidética, número setenta e três


Almada Negreiros numa palestra para a BBC, Londres, 1950

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

impotência cultural

A cinemateca lá se salvou, depois veio a barraca fazer jus ao nome, domingo caí o trono dos cinemas king e entretanto ainda se assinam petições para tentar evitar que antigos cinemas Odéon, há muito abandonados, se tornem mais um centro comercial. Já pareço o meu avô a dizer que cá é tudo ao contrário.


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

receber a carta de um escravo chinês

Acho que todos já olhamos para o mar à espera de encontrar uma garrafa com uma mensagem, uma carta de alguém de lá de longe, ou até enviar. Sempre pensei nisto como uma acção alegre, uma forma de comunicar com alguém totalmente desconhecido e na esperança que a garrafa percorra um mundo de viagem. Neste caso a esperança é diferente. Imaginem-se a abrir um brinquedo, ou outra qualquer coisas que seja feita pelos orientes, e encontrarem uma carta de um escravo a denunciar um campo de trabalhos esforçados.

A verdade é que podemos olhar neste momento para portugal e falar de muita coisa má, lobbys, cada vez mais empobrecimento, maior diferença entre classes, por aí, é verdade, devemos lutar contra tudo isso, mas existem vários e grandes problemas a nível mundial e já somos, ou devíamos, ser pessoas civilizadas há uns quantos anos. Podemos até culpar o capitalismo, mas somos nós que estamos no fim da cadeia.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

para bom entendedor


Escrita e música, são esses dois dos meus grandes vinicius. 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

o velho

domingo, 17 de novembro de 2013

Memória eidética, número setenta e dois


Jean Cocteau, Nova York, 1948, por Philipppe Halsman

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

muros brancos, povo mudo

Se muros brancos significam um povo mudo, qual o significado de ser necessária uma autorização para fazer um graffiti? Povo oprimido? Quem autorizaria frases revolucionárias hoje? Ou algo do género do dos gémeos na fontes pereira de melo focado em nós. Por outro lado, quem não autorizaria?



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

sobre conseguir

Se não consegues pensar antes de falar, escreve. Se não consegues pensar antes de escrever, lê. Se não consegues vai ao médico.

Aldina Duarte


terça-feira, 12 de novembro de 2013

andrew bird: fever year


Só por esta imagem dá para ver que este documentário vale a pena, como se saber que é sobre uma tour do Andrew Bird não bastasse. Vou colocá-lo na lista de filmes para ver num futuro próximo.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

a roda viva do dia de são martinho

As castanhas e a jeropiga sabem bem é em dias frios e, no chamado verão de são martinho, foi o frio a chegar atrasado. Parece que neste país anda tudo em modo austeridade. Hoje de manhã andava a ouvir o nosso caro amigo Chico Buarque, até que chegou a roda-viva e há bastante tempo que esta é uma canção sobre o portugal actual escrita por um brasileiro nos anos 60. E, infelizmente, vai continuar a ser.