quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

dostoiévski, sobre o discurso dos políticos

Deixam-nos, porém, tagarelar. Todos os problemas estatais, e o parisiense emociona-se com delícia. Sabe que haverá eloquência, está feliz. É claro que sabe muito bem que não haverá mais do que eloquência, que haverá tão-só palavras, palavras e mais palavras, e que de palavras não resultará absolutamente nada. Mas isso também o faz muito feliz. (...) E o representante está sempre disposto a fazer discursos para divertir o público. Coisa estranha: ele próprio tem a certeza absoluta de que dos seus discursos nada resultará, que tudo é uma brincadeira, jogo e mais nada, um jogo inocente, um carnaval;

Dostoiévski, apontamentos de inverno sobre impressões de verão

Cá a eloquência veio com a troika.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

um disco intimista para meio de dezembro


Ainda vasculho os discos de 2013 por ouvir. Este foi um deles.


domingo, 15 de dezembro de 2013

Memória eidética, número setenta e seis


Mulher envergonhada depois de pôr filhos à venda, 1948, Chicago

sábado, 14 de dezembro de 2013

a palavra do ano

Nem sei o que pense sobre a escolha da palavra do ano. Li algures na internet que a internacional foi selfie. Com tantas coisas relevantes e históricas que aconteceram no mundo em 2013, a palavra escolhida é uma que designa algo que se faz há imensos séculos, um auto-retrato. Quanto à portuguesa, só espero que mostre algum activismo politico, embora nos dias que correm seja pouco o que não mostre.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

mais uma vez jorge pelicano para salvar o tua

Um pequeno vídeo do Jorge Pelicano para a Plataforma Salvar o Tua. Visitem e partilhem, a causa é nobre e urgente!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Dostoiévski, sobre a liberdade

De facto, proclamaram: liberté, égalité, fraternité. Muito bem. O que é liberté? Liberdade. Que liberdade? Liberdade, igual para todos, de cada qual fazer o que quiser dentro dos limites da lei. E quando se pode fazer o que se quiser? Quando se tem um milhão. E a liberdade dá um milhão a cada um? Não. O que é um homem sem um milhão? O homem sem um milhão não é aquele faz o que quer, mas aquele de quem se faz o que se quer.


Dostoiévski, em Apontamentos de inverno sobre impressões de verão

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

das manifestação bonitas, desta vez em kiev


Depois da revolução dos cravos, a manifestação da leitura na turquia, que já aqui tinha mostrado, e agora a manifestação ao piano em kiev. Parece que o mundo anda a aprender coisas bonitas connosco, e nós a esquecer aquilo que já fomos.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Memória eidética, número setenta e cinco


Edith Piaf e Théo Sarapo, por Hugues Vassal, 1957

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

a canção da sexta-feira

Somos
A vez dos zonzos
Talvez enquanto
Quisermos ser
Daqui pra já
Eu e você
Daqui pra lá
Não vai sobrar
Nada pra ser
Mas quem se importa? É sexta-feira, amor! Sexta-feira!
Cícero - Ponto Cego

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

dos dias singulares

Existem dias bons e existem dias maus, dias da inutilidade, outros em que nem se tira o pijama. Existem dias iguais, dias que fogem à rotina, outros a roçar aborrecimento e existem dias em que um completo desconhecido te aborda na rua, pergunta-te se és o Francisco e te diz que é teu primo. Truestory bro.