73 minutos de bondade
Há 18 horas
Deixam-nos, porém, tagarelar. Todos os problemas estatais, e o parisiense emociona-se com delícia. Sabe que haverá eloquência, está feliz. É claro que sabe muito bem que não haverá mais do que eloquência, que haverá tão-só palavras, palavras e mais palavras, e que de palavras não resultará absolutamente nada. Mas isso também o faz muito feliz. (...) E o representante está sempre disposto a fazer discursos para divertir o público. Coisa estranha: ele próprio tem a certeza absoluta de que dos seus discursos nada resultará, que tudo é uma brincadeira, jogo e mais nada, um jogo inocente, um carnaval;
Dostoiévski, apontamentos de inverno sobre impressões de verão
De facto, proclamaram: liberté, égalité, fraternité. Muito bem. O que é liberté? Liberdade. Que liberdade? Liberdade, igual para todos, de cada qual fazer o que quiser dentro dos limites da lei. E quando se pode fazer o que se quiser? Quando se tem um milhão. E a liberdade dá um milhão a cada um? Não. O que é um homem sem um milhão? O homem sem um milhão não é aquele faz o que quer, mas aquele de quem se faz o que se quer.
Dostoiévski, em Apontamentos de inverno sobre impressões de verão
SomosCícero - Ponto Cego
A vez dos zonzos
Talvez enquanto
Quisermos ser
Daqui pra já
Eu e você
Daqui pra lá
Não vai sobrar
Nada pra ser
Mas quem se importa? É sexta-feira, amor! Sexta-feira!