sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

o que se aprende ao ler uma entrevista do Lobo Antunes

Aprende-se que, antigamente, nos museus, haviam escarradores a cada dez telas. E, provavelmente, não só nos museus. Pensem nisso, para mim, pensar apenas no som de outra pessoa a fazê-lo é suficiente. Enfim, lêem-se também coisas destas:
Aliás, o que é um prémio literário? Um prémio não honra um escritor, os escritores é que honram os prémios. Devíamos dar os parabéns ao Nobel por alguns grandes escritores o terem ganho...

Leiam o resto aqui.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

sonho de um homem ridículo

Para mim, um progressista russo, moderno, ignóbil, parecia inconcebível, por exemplo, o facto de que elas, sabendo tanta coisa, não tivessem a nossa ciência. Porém, não tardei a compreender que a sua sabedoria se completava e se alimentava por outro discernimento que não o da Terra, e que as suas aspirações também eram muito diferentes. Não desejavam nada e eram tranquilas, não ansiavam pelo conhecimento da vida da mesma forma que nós, quando tentamos tomar consciência dela, porque a sua vida era uma vida plena. Mas a sua sabedoria era mais profunda e superior do que a nossa ciência, porque a nossa ciência procura explicar o que é a vida, tenta consciencializá-la para ensinar a viver os outros; ora, aquela gente sabia, sem a ciência, como tinha de viver.

Dostoiévski, em Sonho de um homem ridículo

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

domingo, 22 de dezembro de 2013

Memória eidética, número setenta e sete


Vendedeiras ao sol, Lisboa, 1955, por Henri Cartier-Bresson

sábado, 21 de dezembro de 2013

espero que 2014 traga o b fachada de volta

Há um ano atrás, na mudança para o dia do suposto fim do mundo, estava no último concerto do B Fachada. Não estava muito medroso com o apocalipse, mas também não havia melhor forma de ir desta para melhor, se é que esta expressão faz algum sentido neste contexto. Foi uma b.leza.



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Cadernos da Bina: pedal em espera

Finalmente encontrar uma bicicleta que me agrade no mini-mercado da bina, grupo do facebook, negociar o preço, fechar o negócio.(Des)Esperar uma semana por ela ainda não ter chegado. Ligar à porcaria da transportadora vezes sem conta sem que alguém atenda, olhar desconfiado para as mensagens do facebook da pessoa que ma vendeu. Lá conseguir que alguém me atenda os telefonemas, talvez chegue amanhã. 

Pensava que neste altura já me tinha fartado de pedalar. Dia 27 há massa crítica, não quero fazer má figura.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

José e Pilar, de Miguel Gonçalves Mendes


Adiado por demasiado tempo. Documentáriozaço.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

dostoiévski, sobre o discurso dos políticos

Deixam-nos, porém, tagarelar. Todos os problemas estatais, e o parisiense emociona-se com delícia. Sabe que haverá eloquência, está feliz. É claro que sabe muito bem que não haverá mais do que eloquência, que haverá tão-só palavras, palavras e mais palavras, e que de palavras não resultará absolutamente nada. Mas isso também o faz muito feliz. (...) E o representante está sempre disposto a fazer discursos para divertir o público. Coisa estranha: ele próprio tem a certeza absoluta de que dos seus discursos nada resultará, que tudo é uma brincadeira, jogo e mais nada, um jogo inocente, um carnaval;

Dostoiévski, apontamentos de inverno sobre impressões de verão

Cá a eloquência veio com a troika.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

um disco intimista para meio de dezembro


Ainda vasculho os discos de 2013 por ouvir. Este foi um deles.


domingo, 15 de dezembro de 2013

Memória eidética, número setenta e seis


Mulher envergonhada depois de pôr filhos à venda, 1948, Chicago