domingo, 5 de janeiro de 2014

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

miniatura normativa, parte oito

Um hipnotizado que tenta hipnotizar, pensou Lenz com clareza sobre o Sacerdote.

Gonçalo M. Tavares, em Aprender a rezar na Era da Técnica

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

2013 em livros

Por ordem de leitura. O autor mais lido foi Saramago, quatro, depois três do Valter Hugo Mãe.


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

a história invisível

Os factos históricos, acreditava, Lenz, a história no seu sentido mais amplo, para além do que mostrava, tinha ainda uma série de movimentos que se faziam atrás das costas. No entanto, como estávamos (hipnotizados) de frente para os acontecimentos históricos visíveis, não víamos os outros.

Gonçalo M. Tavares, em Aprender a rezar na Era da Técnica

o gesto invisível

«Lenz considerava, aliás, estes movimentos não visíveis semelhantes aos gestos que uma pessoa pode fazer, estando em frente de outra, com a mão atrás das costas. Mão que é espantosamente visível para ele próprio, embora não com os olhos e, ao mesmo tempo, invisível para o homem que está mesmo à frente.» E quando a mão está visível, gesticula-se com a cabeça. A mente pode ser uma ferramenta tão violenta quanto a mão.

(Gonçalo M. Tavares, Aprender a rezar na Era da Técnica)

domingo, 29 de dezembro de 2013

Memória eidética, número setenta e oito


Salvador Dali vestido de Pai Natal, Dezembro de 1961

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

o que se aprende ao ler uma entrevista do Lobo Antunes

Aprende-se que, antigamente, nos museus, haviam escarradores a cada dez telas. E, provavelmente, não só nos museus. Pensem nisso, para mim, pensar apenas no som de outra pessoa a fazê-lo é suficiente. Enfim, lêem-se também coisas destas:
Aliás, o que é um prémio literário? Um prémio não honra um escritor, os escritores é que honram os prémios. Devíamos dar os parabéns ao Nobel por alguns grandes escritores o terem ganho...

Leiam o resto aqui.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

sonho de um homem ridículo

Para mim, um progressista russo, moderno, ignóbil, parecia inconcebível, por exemplo, o facto de que elas, sabendo tanta coisa, não tivessem a nossa ciência. Porém, não tardei a compreender que a sua sabedoria se completava e se alimentava por outro discernimento que não o da Terra, e que as suas aspirações também eram muito diferentes. Não desejavam nada e eram tranquilas, não ansiavam pelo conhecimento da vida da mesma forma que nós, quando tentamos tomar consciência dela, porque a sua vida era uma vida plena. Mas a sua sabedoria era mais profunda e superior do que a nossa ciência, porque a nossa ciência procura explicar o que é a vida, tenta consciencializá-la para ensinar a viver os outros; ora, aquela gente sabia, sem a ciência, como tinha de viver.

Dostoiévski, em Sonho de um homem ridículo

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

domingo, 22 de dezembro de 2013

Memória eidética, número setenta e sete


Vendedeiras ao sol, Lisboa, 1955, por Henri Cartier-Bresson