domingo, 12 de janeiro de 2014

Memória eidética, número oitenta


Marina Ginestà no topo do Hotel Colón, Barcelona, Julho de 1936, por Juan Guzmán

sábado, 11 de janeiro de 2014

Cadernos da Bina: andar a primeira vez em Lisboa

Não sei se foi por estar muito pouco habituado a andar numa bicicleta de estrada, do facto de estar gente em todo o lado ou de ser na cidade. Não é nada fácil começar a andar na estrada, ou ganhar coragem para o fazer. Começar numa bicicleta completamente nova também não facilita, digo eu, todo ali esticado para a frente, para chegar aos travões, mas muito pouco ciclista. Há também que ter a sorte de ter amigos entendidos na matéria. Encontrei-me com um que me disse logo que a bina estava a carecer de umas afinações. Fomos até à veloculture e ela lá ficou a ser afinada. Melhores capítulos rolarão.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

a história mais triste que já ouvi

A de uma menina afegã, de apenas dez anos, obrigada pelo próprio irmão a fazer um atentado suicida. Recusou. Por esse motivo, já em casa, foi agredida pelo pai, tendo assim fugido de noite.

dois mil e treze em discos

Sem uma ordem especifica, aqui estão os discos de dois mil e treze que mais me agradaram, mesmo tendo ainda de ouvir outros melhor.

Cabeça, Filho da Mãe
Mala, Devendra Banhart
Cavalo, Rodrigo Amarante
Gisela João, Gisela João
Grande Medo do Pequeno Mundo, Samuel Úria
Evil Friends, Portugal. The Man
Manuel Fúria Contempla os Lírios do Campo, Manuel Fúria
Quelle Dead Gazelle [EP], Quelle Dead Gazelle

domingo, 5 de janeiro de 2014

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

miniatura normativa, parte oito

Um hipnotizado que tenta hipnotizar, pensou Lenz com clareza sobre o Sacerdote.

Gonçalo M. Tavares, em Aprender a rezar na Era da Técnica

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

2013 em livros

Por ordem de leitura. O autor mais lido foi Saramago, quatro, depois três do Valter Hugo Mãe.


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

a história invisível

Os factos históricos, acreditava, Lenz, a história no seu sentido mais amplo, para além do que mostrava, tinha ainda uma série de movimentos que se faziam atrás das costas. No entanto, como estávamos (hipnotizados) de frente para os acontecimentos históricos visíveis, não víamos os outros.

Gonçalo M. Tavares, em Aprender a rezar na Era da Técnica

o gesto invisível

«Lenz considerava, aliás, estes movimentos não visíveis semelhantes aos gestos que uma pessoa pode fazer, estando em frente de outra, com a mão atrás das costas. Mão que é espantosamente visível para ele próprio, embora não com os olhos e, ao mesmo tempo, invisível para o homem que está mesmo à frente.» E quando a mão está visível, gesticula-se com a cabeça. A mente pode ser uma ferramenta tão violenta quanto a mão.

(Gonçalo M. Tavares, Aprender a rezar na Era da Técnica)

domingo, 29 de dezembro de 2013

Memória eidética, número setenta e oito


Salvador Dali vestido de Pai Natal, Dezembro de 1961