domingo, 19 de janeiro de 2014

Memória eidética, número oitenta e um


Guerra Junqueiro, algures no inicio do século vinte

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

acabando a semana com uma canção fatalista

Para uma canção que canta as hipóteses de morrer num choque frontal com um autocarro londrino ou com camião de dez toneladas, é bem boa.


The Smiths - There is a light that never goes out

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

o trabalho da morte

A dentadura dentro do copo de água mostra o trabalho da morte, como ele é contínuo e não algo que acontece de repente. Os dentes já morreram todos, diz o copo de água com um sorriso lá dentro.

Afonso Cruz, em Jesus Cristo bebia cerveja

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

os vários momentos em que morremos

Só se levanta depois de Matilde percorrer o corredor e de deixar de a ver. Não a quer ver mais. A vida das pessoas acaba assim e Matilde nem sequer tem consciência de que morreu uma das suas mortes. De cada vez que deixamos de ser percebidos, morremos. Quando somos enterrados deixamos de ser percebidos por toda a gente, mas quando os outros já não olham para nós, ficaram condenados para um número limitado de pessoas, a uma morte em tudo idêntica à outra. A nossa morte não acontece quando somos enterrados, acontece continuamente: os dentes caem, os joelhos solidificam, a pele engelha-se, os amigos partem. Tudo isso é a morte. O momento final é apenas isso, um momento.

Afonso Cruz, em Jesus Cristo bebia cerveja

domingo, 12 de janeiro de 2014

Memória eidética, número oitenta


Marina Ginestà no topo do Hotel Colón, Barcelona, Julho de 1936, por Juan Guzmán

sábado, 11 de janeiro de 2014

Cadernos da Bina: andar a primeira vez em Lisboa

Não sei se foi por estar muito pouco habituado a andar numa bicicleta de estrada, do facto de estar gente em todo o lado ou de ser na cidade. Não é nada fácil começar a andar na estrada, ou ganhar coragem para o fazer. Começar numa bicicleta completamente nova também não facilita, digo eu, todo ali esticado para a frente, para chegar aos travões, mas muito pouco ciclista. Há também que ter a sorte de ter amigos entendidos na matéria. Encontrei-me com um que me disse logo que a bina estava a carecer de umas afinações. Fomos até à veloculture e ela lá ficou a ser afinada. Melhores capítulos rolarão.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

a história mais triste que já ouvi

A de uma menina afegã, de apenas dez anos, obrigada pelo próprio irmão a fazer um atentado suicida. Recusou. Por esse motivo, já em casa, foi agredida pelo pai, tendo assim fugido de noite.

dois mil e treze em discos

Sem uma ordem especifica, aqui estão os discos de dois mil e treze que mais me agradaram, mesmo tendo ainda de ouvir outros melhor.

Cabeça, Filho da Mãe
Mala, Devendra Banhart
Cavalo, Rodrigo Amarante
Gisela João, Gisela João
Grande Medo do Pequeno Mundo, Samuel Úria
Evil Friends, Portugal. The Man
Manuel Fúria Contempla os Lírios do Campo, Manuel Fúria
Quelle Dead Gazelle [EP], Quelle Dead Gazelle

domingo, 5 de janeiro de 2014

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

miniatura normativa, parte oito

Um hipnotizado que tenta hipnotizar, pensou Lenz com clareza sobre o Sacerdote.

Gonçalo M. Tavares, em Aprender a rezar na Era da Técnica