terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

difracção, refracção


Está aqui um bonito disco, está.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Memória eidética, número oitenta e dois


Einstein com uma marioneta sua, Pasadena, 1931, por Harry Burnett

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

a islândia e o património imaterial(?)

Se voltasse a nascer e me fosse dada a possibilidade de escolher o sítio, escolhia a islândia. Na islândia não se acaba uma estrada porque esta iria passar pelo habitat de elfos. Sendo islandês, suponho que a última das minha preocupações seria a destruição de património histórico e ecológico.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

a st. vincent ensina o arco-íris

Depois das técnicas do Devendra no skate, a Annie Clark no futebol.



terça-feira, 28 de janeiro de 2014

um bife no chiado

Não como carne, mas gosto desta canção e do chiado, e por vezes bem que gostava de pôr fogo a tudo, será pecado?

Os Quais - Um Bife no Chiado

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

domingo, 26 de janeiro de 2014

Memória eidética, número oitenta e dois


Espião soviético a rir-se para o seu executante, Finlândia, 1942 

sábado, 25 de janeiro de 2014

o álcool como inspiração

O senhor Henri estava no jardim em frente ao seu banco preferido, onde sentada uma mulher tocava violino.
O senhor Henri interrompeu a violinista e disse: António Stradivarius foi o famoso construtor de violinos.
... era o arquitecto dos violinos, bem se pode dizer.
(...)
... porém, o álcool apareceu muito antes do violino.
... muito antes de existirem violinistas já existiam pessoas inspiradas artisticamente pelo álcool.

Gonçalo M. Tavares, em O Senhor Henri

o pensamento e o absinto

O senhor Henri pensou mais um pouco e depois disse: já percebo por que razão se começa a pensar.
... é por causa do cansaço.
... se todos os homens tivessem uma boa condição física não haveria um único filósofo.
O senhor Henri, antes de recomeçar a andar, disse ainda: felizmente no mundo, existe o absinto.
... o absinto é o melhor estímulo para a cabeça que existe. Por vezes não sei mesmo o que pensa melhor na minha cabeça: se a minha própria cabeça se o absinto.
... mas provavelmente é o absinto - disse o senhor Henri

Gonçalo M. Tavares, em O Senhor Henri

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

o truque do senhor valéry

O senhor Valéry vestia sempre de negro. Ele explicava:
- Ao verem-me de preto julgam-me de luto e, por compaixão, não me enviam mais sofrimento. (...) É como uma reacção química. (...)
- Se de um lado se encontra tudo escuro e do outro tudo claro, a tendência é para o lado escuro oferecer escuro ao lado claro, e o lado claro oferecer claridade ao lado escuro. Passado algum tempo encontra-se em equilíbrio.
- O meu truque - dizia o senhor Valéry, enquanto distraído pelos raciocínios vestia um fato branco - o meu truque - dizia ele - é andar sempre vestido de luto. Para atrair a alegria.

Gonçalo M. Tavares, em O Senhor Valéry e a lógica