sábado, 29 de março de 2014

agora és


Agora pareces-me mais natural, disse ela pendurando-lhe folhas pelo cabelo desajeitado e afagando-lhe a espessa barba.

Imagem: You are now, de moonassi

quinta-feira, 27 de março de 2014

a canção perdida dos vicious five

Os vicious five foram, sem dúvida, das bandas portuguesas que mais ouvi. Ainda tenho, inclusivé, o primeiro disco, up on the walls, meu preferido, no  ipod sem o nunca ter tirado. Foi até com alguma pena que os vi findar actividades há uns anos atrás, embora isso tenho dado vida a outras bandas que também gosto. Da mesma forma que eles não chegaram a despedir-se como devem ser as despedidas, também não tive oportunidade de dançar em muitos dos seus concertos. Bem haja a confirmação no alive e a nova canção antiga.



domingo, 23 de março de 2014

Memória eidética, número oitenta e nove


Um rapaz mensageiro com a sua bicicleta, Texas, 1908, por Lewis Hine

segunda-feira, 17 de março de 2014

do eça, com amor

Acendeu um charuto, voltou à livraria. E, imediatamente, releu o final magnífico: «De mal com o Reino e com o Rei, mas de bem com a honra e comigo!» - Ah! Como ali gritava a alma inteira do velho português, no seu amor religioso da palavra e da honra!

Eça de Queirós, em A Ilustre Casa de Ramires

domingo, 16 de março de 2014

Memória eidética, número oitenta e oito


Cabelo decorado com pássaros, 1943, por Nina Leen para a revista LIFE

sábado, 15 de março de 2014

vergonha

Ao lado de portugal, os únicos países europeus que não permitem a co-adopção são a rússia, a ucrânia e a roménia. Sinto-me envergonhado.

segunda-feira, 10 de março de 2014

uma vitória no marketing

Não sou grande adepto do futebol, e já fui mais fervorosamente benfiquista do que sou hoje, mas haver um isqueiro oficial que diz a chama imensa, referência ao hino, é claramente uma vitória no campo do marketing. Nem compreendo como é que nunca se tinham lembrado disto mais cedo. Melhor só se viesse acompanhado de um aviso alertando para o perigo de queimar as sobrancelhas.

domingo, 9 de março de 2014

Memória eidética, número oitenta e sete


Jimi Hendrix, 1967, por Harry Goodwin

quarta-feira, 5 de março de 2014

a receita

Deixar de ver as notícias e meditação.

domingo, 2 de março de 2014

Memória eidética, número oitenta e seis


Chico Buarque e Tom Jobim, 1970, algures no Brasil, por Rubens Seixas

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

tudo se transforma

Antoine pensava nas leis da termodinâmica e na célebre frase de Lavoisier. Talvez venha a conseguir atingir a imortalidade, acrescentou em voz alta, rabiscando qualquer coisa na folha manchada de café que deixara de ser branca.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Memória eidética, número oitenta e cinco


Pablo Picasso aos 27 anos, 1908, Paris

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

com a ucrânia


"Somos um povo civilizado mas os nossos governantes são bárbaros"

Não sei se será pela cara bonita, pela procura de símbolos nos recentes actos pela liberdade, ou principalmente porque toda esta luta na ucrânia já teve dias bem mais bonitos, mas desta vez vi aquele que deve ter sido o vídeo mais partilhado e visto desta semana. Lembrar que isto se passa em plena europa e no século vinte e um, e que tudo começou por uma maior integração da ucrânia na europa.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

sou paranóide mas não sou um andróide

E se, hipoteticamente, no mundo toda a população sofresse de um certo distúrbio, uma pequena paranóia, ou mesmo uma das grandes, não interessa para a questão. Se toda a gente padecesse da mesma paranóia, seriamos todos paranóicos ou todos normais? E se apenas uma pessoa no mundo não sofresse dessa condição mental? Seria essa pessoa considerada doente?

do Livro das Perspectivas

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Memória eidética, número oitenta e quatro

O último trolley eléctrico a ser queimado pela conspiração, Junho de 1954, Minneapolis

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

um pouco da história da mobilidade, parte dois

Devido a problemas de saúde, John Hertz, um austríaco em chicago, era aconselhado pelo próprio médico a trocar regularmente de emprego. Sendo um ávido leitor, John Hertz lera, num estudo da Universidade de Chicago, que a cor amarela era a cor que mais sobressaía ao olhar do homem: qualquer pessoa repararia em algo amarelo. Mais tarde, em 1907, Hertz fundou a Chicago's Yellow Cab Company, uma companhia de táxis onde todos os veículos eram daquela cor conspícua. Pelos vistos, John Hertz, um homem austríaco em chicago, tinha também uma aptidão para o marketing, talvez adquirida num dos seus vários empregos. É esta a história do famoso táxi amarelo americano.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Memória eidética, número oitenta e três


Henry Ford, Thomas Edison e Harvey Firestone, 1929, Florida

sábado, 8 de fevereiro de 2014

um pouco da história da mobilidade

Aquele momento em que ficas a saber que o carro eléctrico chegou primeiro que o carro a combustão interna, sendo a desvantagem do primeiro a bateria pouco duradoura e velocidades consequentemente mais baixas; que Henry Ford e Thomas Edison tinham planos para fabricar um carro eléctrico para as massas, por ser uma alternativa limpa, para o qual Edison desenvolveu baterias mais capazes, mas estes planos foram sabotados por patifes com outros interesses, patifes esses que provavelmente estiveram por trás do incêndio na casa do inventor da lâmpada e que destruiu grande parte do trabalho que desenvolveu ao longo da sua vida; o mesmo incêndio destruiu documentos do Twentieth Century Suburban Residence, o seu projecto de casas energeticamente auto-suficientes, tendo a primeira sido a sua mansão em New Jersey. 
A primeira ferrovia electrificada e a primeira automotora eléctrica foram também invenções de Edison.