sexta-feira, 11 de outubro de 2013

como as armas, as mulheres

O Nandos diz que é uma fusca sacana, adora surpresas. Cabe em qualquer gabardine e quando encurralada não se cala até deixarem passar. Esta cabra só pode ter sido criada à nossa imagem e semelhança. Está sempre a criar danos colaterais e não se importa se não acertarmos em cheio, desde que leve muitos consigo. Mais uma fã dos múltiplos.

Ricardo Adolfo, em Maria dos Canos Serrados

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

updike, quase sobre o que escrevi ontem


tirado deste maravilhoso blogue.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

aquela ideia romântica de falhar para depois renascer

Já disse que não sou do tipo religioso. A morte assusta-me. O óbvio seria acreditar numa certa transcendência que, religiões à parte, é capaz de devolver uma certa tranquilidade, como um seguro. Mas o que me assusta é sermos desligados num clique e ser como se nunca tivéssemos existido. Como se nada tivesse importado, reduzirmo-nos a simples matéria. Parece-me demasiado injusto. Ainda nem descortinei nada. Acabei de sair da faculdade, mal tive a oportunidade de falhar. Sempre tive aquela ideia romântica de falhar para depois renascer.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

a islândia, a crença e portugal

Ontem ouvi Valter Hugo Mãe falar sobre islândia, de como grande parte dos islandeses acreditam na existência de pequenos homens que habitam as rochas, a quem fazem oferendas, de como aqueles que não acreditam não fazem juízos e de como existem estradas que se desviam propositadamente dessas rochas, que fazem parte da numeração das casas. Se depois da casa um estiver uma rocha, a próxima casa será a casa três. A rocha é a casa dois. Acho isto de uma beleza extrema, faz-me acreditar. Cá é exactamente o contrário. Nem nas pessoas há crença, nem na natureza há crença e nem património há crença. Não há qualquer problema em passar-lhes por cima. Que tristeza extrema.

domingo, 6 de outubro de 2013

Memória eidética, número cinquenta e seis


O primeiro Ronald McDonald protagonizado pelo actor Willard Scott, 1963, Washington D.C.

sábado, 5 de outubro de 2013

no lugar de ti colocar um poema

Se ele te falar dos poemas, ouve tudo. É a única coisa que conta, a poesia. No lugar da Islândia colocar um poema. No lugar do coração colocar um poema. Depois, dizê-lo uma e outra vez, até ser tudo.

Valter Hugo Mãe, em A Desumanização

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

a chuva em mim

Até ontem, ainda não tinha chovido forte em mim. A chuva forte do novo outono ainda não me tinha encontrado na rua. Mal me tinha abrigado no chapéu de chuva que abre e fecha por si. Ontem à noite a chuva forte encontrou-me desprotegido. Em meros segundos o cabelo ensopado escorria pela barba. Corri, abrigando-me pelas pequenas ombreiras inúteis, faziam formar pingos ainda mais molhantes. A cerveja no estômago dançava. A madrugada, os prédios baixos de lisboa, a chuva forte de outono a cair, a sua melodia, a cerveja no estômago, todos os barulhos da cidade melodia com a chuva forte. Entendi. Apenas caminhei, senti a chuva em mim.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

o maior evento de arte de rua alguma vez feito


É em paris, e pode ser visto online. Se por fora tem este aspecto, imaginem por dentro! Era fazer isto cá num prédio devoluto, ganhava alma, ficava uma bonita casa para a arte contemporânea!