sábado, 14 de dezembro de 2013

a palavra do ano

Nem sei o que pense sobre a escolha da palavra do ano. Li algures na internet que a internacional foi selfie. Com tantas coisas relevantes e históricas que aconteceram no mundo em 2013, a palavra escolhida é uma que designa algo que se faz há imensos séculos, um auto-retrato. Quanto à portuguesa, só espero que mostre algum activismo politico, embora nos dias que correm seja pouco o que não mostre.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

mais uma vez jorge pelicano para salvar o tua

Um pequeno vídeo do Jorge Pelicano para a Plataforma Salvar o Tua. Visitem e partilhem, a causa é nobre e urgente!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Dostoiévski, sobre a liberdade

De facto, proclamaram: liberté, égalité, fraternité. Muito bem. O que é liberté? Liberdade. Que liberdade? Liberdade, igual para todos, de cada qual fazer o que quiser dentro dos limites da lei. E quando se pode fazer o que se quiser? Quando se tem um milhão. E a liberdade dá um milhão a cada um? Não. O que é um homem sem um milhão? O homem sem um milhão não é aquele faz o que quer, mas aquele de quem se faz o que se quer.


Dostoiévski, em Apontamentos de inverno sobre impressões de verão

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

das manifestação bonitas, desta vez em kiev


Depois da revolução dos cravos, a manifestação da leitura na turquia, que já aqui tinha mostrado, e agora a manifestação ao piano em kiev. Parece que o mundo anda a aprender coisas bonitas connosco, e nós a esquecer aquilo que já fomos.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Memória eidética, número setenta e cinco


Edith Piaf e Théo Sarapo, por Hugues Vassal, 1957

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

a canção da sexta-feira

Somos
A vez dos zonzos
Talvez enquanto
Quisermos ser
Daqui pra já
Eu e você
Daqui pra lá
Não vai sobrar
Nada pra ser
Mas quem se importa? É sexta-feira, amor! Sexta-feira!
Cícero - Ponto Cego

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

dos dias singulares

Existem dias bons e existem dias maus, dias da inutilidade, outros em que nem se tira o pijama. Existem dias iguais, dias que fogem à rotina, outros a roçar aborrecimento e existem dias em que um completo desconhecido te aborda na rua, pergunta-te se és o Francisco e te diz que é teu primo. Truestory bro.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

é isto

O bernardo cantava ao tempo para cantar, eu escrevo ao tempo para ler: sobra-me tempo para ler. Mas também não poupo a voz.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

silêncio

«Fica o silêncio depois da música e depois do sermão, que importa que se louve o sermão e aplauda a música, talvez só o silêncio exista verdadeiramente.» Ainda que sejam silêncios completamente diferentes, mas, até vou mais longe, talvez seja o silêncio o que de mais próximo existe de uma verdade absoluta.

(Saramago, em Memorial do Convento)

domingo, 1 de dezembro de 2013

Memória eidética, número setenta e quatro


Fernando Pessoa com António Botto, Raul Leal e Augusto Ferreira Gomes no Martinho da Arcada, Lisboa, 1928