Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.
Que nojo de mim fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica
E eu sou um mar de sargaço –
Um mar onde bóiam lentos
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem.
Fernando Pessoa, em Tudo o que faço ou medito
sábado, 30 de novembro de 2013
um poema para celebrar pessoa
Tema:
poesia
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
a verdade é uma coisa qualquer
(...) mas acredito na necessidade do erro. (...) Tendes razão, disse o padre, mas desse modo, não está homem livre de julgar abraçar a verdade e achar-se cingido com o erro, Como livre também não está de supor abraçar o erro e encontrar-se cingido com a verdade, respondeu o músico, e logo disse o padre, Lembrai-vos de que quando Pilatos perguntou a Jesus o que era a verdade, nem ele esperou pela resposta, nem o Salvador lha deu. Talvez soubessem ambos que que não existe resposta para tal pergunta,
Saramago, em Memorial do Convento
Tema:
Livros
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
cantar o que me impede de dormir
Nem sou muito dos national, mas gostei de ler isto. Talvez seja uma boa terapia. Tudo o que me distraia é.Bom, não sou o gajo mais feliz do mundo mas estou dentro da média. A nossa música tem tanto de humor, de luz e de boa disposição como de escuridão. Mas gosto de aprofundar o lado mais doloroso, é verdade. Porque canto o que não me deixa dormir, mesmo que seja apenas porque quero descobrir de que se trata.
Matt Berninger, em entrevista ao i.
domingo, 24 de novembro de 2013
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
impotência cultural
A cinemateca lá se salvou, depois veio a barraca fazer jus ao nome, domingo caí o trono dos cinemas king e entretanto ainda se assinam petições para tentar evitar que antigos cinemas Odéon, há muito abandonados, se tornem mais um centro comercial. Já pareço o meu avô a dizer que cá é tudo ao contrário.
Tema:
Opinião
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
receber a carta de um escravo chinês
Acho que todos já olhamos para o mar à espera de encontrar uma garrafa com uma mensagem, uma carta de alguém de lá de longe, ou até enviar. Sempre pensei nisto como uma acção alegre, uma forma de comunicar com alguém totalmente desconhecido e na esperança que a garrafa percorra um mundo de viagem. Neste caso a esperança é diferente. Imaginem-se a abrir um brinquedo, ou outra qualquer coisas que seja feita pelos orientes, e encontrarem uma carta de um escravo a denunciar um campo de trabalhos esforçados.
A verdade é que podemos olhar neste momento para portugal e falar de muita coisa má, lobbys, cada vez mais empobrecimento, maior diferença entre classes, por aí, é verdade, devemos lutar contra tudo isso, mas existem vários e grandes problemas a nível mundial e já somos, ou devíamos, ser pessoas civilizadas há uns quantos anos. Podemos até culpar o capitalismo, mas somos nós que estamos no fim da cadeia.
A verdade é que podemos olhar neste momento para portugal e falar de muita coisa má, lobbys, cada vez mais empobrecimento, maior diferença entre classes, por aí, é verdade, devemos lutar contra tudo isso, mas existem vários e grandes problemas a nível mundial e já somos, ou devíamos, ser pessoas civilizadas há uns quantos anos. Podemos até culpar o capitalismo, mas somos nós que estamos no fim da cadeia.
Tema:
Opinião
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
domingo, 17 de novembro de 2013
Subscrever:
Mensagens (Atom)







